Serena se considera ‘desvalorizada’ como mulher negra no tênis

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Publicado terça-feira, 6 de outubro de 2020 as 13:10, por: CdB

Serena Williams disse que foi “paga a menos (e) desvalorizada” como mulher negra no tênis, aplaudindo o movimento Black Lives Matter por lançar luz sobre o racismo enraizado, de acordo com comentários publicados pela edição britânica da revista Vogue.

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Paris

Serena Williams disse que foi “paga a menos (e) desvalorizada” como mulher negra no tênis, aplaudindo o movimento Black Lives Matter por lançar luz sobre o racismo enraizado, de acordo com comentários publicados pela edição britânica da revista Vogue.

Jogadora norte-americana Serena Williams, em Roland Garros, Paris, França
Jogadora norte-americana Serena Williams, em Roland Garros, Paris, França

A estrela dos Estados Unidos, que ganhou 23 títulos de Grand Slam e falou abertamente sobre sexismo e racismo durante sua carreira, disse que a tecnologia também teve um papel fundamental para destacar a discriminação racial e a violência.

– Agora, nós, como negros, temos uma voz, e a tecnologia tem sido uma grande parte disso – afirmou ela em uma entrevista para a edição de novembro de 2020 da Vogue britânica.

– Vemos coisas que estiveram escondidas por anos; as coisas pelas quais nós, como pessoas, temos que passar. Isso vem acontecendo há anos. As pessoas simplesmente não conseguiam pegar seus telefones e gravar isso antes.

– Eu acho que, por um minuto, eles (os brancos) começaram, não a entender, porque eu não acho que se possa entender, mas eles começaram a ver – acrescentou ela.

– Eu estava tipo: bem, você não viu nada disso antes? Tenho falado sobre isso durante toda a minha carreira. Tem sido uma coisa após a outra.

Williams está entre as estrelas do tênis mais conhecidas e bem-sucedidas do mundo, junto com sua irmã Venus, e já destacou repetidamente o preconceito que enfrentou dentro e fora das quadras.

O torneio BNP Paribas Open

Ela boicotou o torneio BNP Paribas Open, no resort California Indian Wells, por 14 anos depois de receber comentários racistas em 2001, um incidente que ela disse tê-la deixado chorando no vestiário por horas.

Em 2018, ela apontou o sexismo após perder um ponto por quebrar sua raquete em ato de frustração no Aberto dos Estados Unidos, com a pioneira do tênis feminino Billie Jean King elogiando-a por expor um “padrão duplo” para as jogadoras.

Mas Williams, de 39 anos, disse à Vogue britânica que tem orgulho de representar “belas mulheres negras” e espera que as atitudes possam estar mudando gradualmente.

– Talvez isso não melhore a tempo para mim, mas alguém na minha posição pode mostrar às mulheres e pessoas de cor que temos uma voz, porque Deus sabe que eu uso a minha – disse ela.

Nadia Podoroska

A argentina Nadia Podoroska se tornou a primeira tenista da etapa classificatória a chegar às semifinais do Aberto da França na chave individual feminina ao eliminar a terceira cabeça-de-chave, a ucraniana Elina Svitolina, por 6-2 e 6-4 nesta terça-feira.

A número 131 do mundo, em sua segunda participação na chave principal de um Grand Slam, repete o feito do belga Filip Dewulf, único qualifier desde que o tênis se tornou profissional em 1968 a chegar às semifinais em Roland Garros, em 1997.

Svitolina, uma das favoritas em Paris depois de vencer o Strasbourg International no mês passado, esteve sempre em desvantagem, falhando nas quartas de final pela terceira vez no Grand Slam do saibro.

Na próxima fase, Podoroska enfrenta a adolescente polonesa Iga Swiatek ou outra qualifier, a italiana Martina Trevisan.

Se Trevisan vencer, garantirá que uma jogadora que saiu da etapa classificatória dispute uma final de Grand Slam pela primeira vez.

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