Socialista italiano é eleito presidente do Parlamento Europeu

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Publicado quarta-feira, 3 de julho de 2019 as 10:30, por: CdB

David-Maria Sassoli, de 63 anos, foi eleito no início da nova legislatura para presidir o órgão legislativo da União Europeia. Ele defende uma Europa mais forte e mais moderna.

Por Redação, com DW – de Genebra

O Parlamento Europeu elegeu na terça-feira o socialista italiano David-Maria Sassoli como seu novo presidente.

O italiano David-Maria Sassoli, de 63 anos, foi eleito como novo presidente do Parlamento Europeu

– Temos que liderar as mudanças necessárias, na verdade, essenciais, para deixar a Europa mais forte e modernizá-la – disse Sassoli antes da votação no plenário.

O italiano, eleito como eurodeputado em maio, pelo bloco dos Socialistas e Democratas (S&D), citou alguns dos desafios principais para o continente, como as mudanças climáticas, imigração e justiça social.

O ex-jornalista, de 63 anos, garantiu a maioria absoluta dos votos na segunda rodada da votação, conquistando o apoio de 345 parlamentares, de um total de 667 aptos a votar.

O socialista superou o tcheco Jan Zahradil, da Aliança dos Reformistas e Conservadores Europeus, o segundo mais votado, à frente da candidata do Partido Verde Europeu, a alemã Ska Keller.

A escolha se Sassoli se soma a outras nomeações para o alto escalão da UE, com a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, indicada para presidir a Comissão Europeia, em substituição a Jean-Claude Juncker. O atual primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, foi indicado para substituir Donald Tusk na presidência do Conselho Europeu.

A presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, foi indicada para chefiar o Banco Central Europeu (BCE). Caso as indicações de Von der Leyen e Lagarde sejam confirmadas pelo Parlamento Europeu, elas serão as primeiras mulheres a ocuparem esses cargos.

Comissão Europeia

Os membros do Conselho Europeu indicaram na terça-feira o nome da ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, para presidir a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, após a saída do luxemburguês Jean-Claude Juncker, prevista para o fim de outubro.

O Conselho Europeu reúne os 28 chefes de governo de todos os Estados-membros da UE mais os presidentes da Comissão Europeia e do próprio órgão, um posto atualmente ocupado pelo polonês Donald Tusk.

Uma aliada da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e filiada à União Democrata Cristã (CDU), von der Leyen chefia a pasta da Defesa do país desde 2013 e chegou a ser encarada como uma potencial sucessora da chefe de governo.

Caso seu nome seja aprovado pelo deputados do Parlamento Europeu, von der Leyen será a primeira mulher a chefiar o executivo da UE, além de a primeira pessoa de nacionalidade alemã a ocupar o posto desde 1967, época em que o bloco ainda era conhecido como Comunidade Econômica Europeia. A política já havia sido a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa da Alemanha desde a sua criação, nos anos 1950.

No cargo de presidente da comissão, von der Leyen terá que lidar com vários temas que vêm provocando pressão sobre o bloco, especialmente a saída do Reino Unido.

Além da alemã, os membros do Conselho Europeu indicaram o atual primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, para substituir Tusk na presidência do órgão. Nesse caso, a indicação não precisa de validação do Parlamento Europeu.

Já a presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, foi indicada para chefiar o Banco Central Europeu (BCE). Caso confirmada, ela também será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Espanha

Por fim, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell Fontelles, foi indicado para o cargo de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, atualmente ocupado pela italiana Federica Mogherini. Os dois postos também precisam de aprovação do Parlamento.

Após o anúncio, a chanceler Merkel disse que a indicação de von der Leyen foi unânime entre os líderes europeus, salvo por uma abstenção – do próprio governo alemão.

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse que a nomeação de duas mulheres para postos importantes enviou uma mensagem poderosa de que a UE está liderando o caminho para a igualdade de gênero.

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