terça-feira, 27 de junho de 2017 • ANO XVII • N° 6.364

24 Comments

  1. 24

    Paulo Soza

    Frase da filosofa russo-americano Ayn Rand (Judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa: “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; Quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício; Então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

  2. 23

    Fábio Diniz Cavalcanti Júnior

    O Sistema Capitalista em sua ultima configuração plena, tida como neoliberal e global, chegou ao seu ápice de caos. As bombas começaram a estourar bem antes e, desde 1998, o mundo do capital acionista não teve mais sossego. A América do Norte vem cada vez mais sentindo o desconforto de uma queda determinada pelo conjunto da sua obra.
    Quanto ao que posso comentar sobre Marx, concordo com Wallerstein, sendo que em toda queda de sistema há a ruptura do velho com o novo, e inevitavelmente isso provoca revoluções no homem e nas sociedades, mesmo que não sejam armamentistas, como foram as Revoluções e Guerras clássicas dos séculos XIX e XX.

  3. 22

    Jedson

    Caros editores,

    Venho demonstrar meu profundo
    descontentamento com a matéria intitulada
    “Neonazistas brasileiros saem da toca?”, publicada aqui, no site do Correio do Brasil.

    Fizeram uma ligação mentirosa entre a violência praticada pelos intitulados neonazistas e o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

    Antes de publicarem tal calúnia, os senhores deveriam verificar os fatos informados e ouvir a parte prejudicada.

    O Instituto NUNCA apoiou nem incentivou ações violentas, e afirmar isso fere o nome de tão respeitada instituição.

    Pela reputação e idoneidade deste site de notícias, peço que façam uma nota de esclarecimento sobre a infeliz matéria.

  4. 21

    Carlos

    Assim como os Judeus criaram o Capitalismo Egoísta criaram o
    Comunismo Desumano, melhor seria o Socialismo Humanitário e
    Participativo.

  5. 20

    José Luiz Kruzic

    O Capitalismo está chegando ao fim da linha há muito tempo – parece o grande futuro do Brasil, que está sempre para chegar.
    O capitalismo teve uma crise ainda maior de 1929 a 1939, o que deu um grande impulso ao comunismo/socialismo, mas isso para quem não sabia, ou não queria saber, o que se passava na “pátria-mãe do socialismo”. Acontece que o Capitalismo vem sempre evoluindo, e vai se ajustar à nova situação, simplesmente porque hoje não há sequer a ilusão de uma alternativa. É claro que ainda há muita gente praticando necrofilia com o socialismo/comunismo…

  6. 19

    Márcio Cubiak

    Mais da metade do planeta mescla relações capitalistas com relações econômicas não-capitalistas, todos os dias. O que vier a surgir do desmoronamento do capitalismo, já está aqui e ali, pululando…Não será nem socialismo, nem comunismo, nem capitalismo reformado. Vai ser o que a canalização de nossas energias permitir!

  7. 18

    Marlon Henrique

    Querendo ou não, não existe saída para o capitalismo. Isso é utopia! Como imaginar um modo de vida diferente onde ¾ da riqueza mundial se encontra nas mãos de uma geração (babyboomers), com uma visão bastante peculiar das coisas?

    E outra: você se sentiria bem por trabalhar mais e melhor que um colega da empresa e mesmo assim ganhar o mesmo tanto que ele? Com certeza não, mas seu patrão acharia ótimo ter um funcionário diferenciado sem gastar mais por isso.

    Assim, o que deve ser feito é uma reformulação do modelo vigente. Deve-se pagar de forma justa pelo trabalho das pessoas. E entende-se por justiça aquilo pelo que elas buscam, lutam. Conflitos de interesses sempre haverão, a questão é chegar em um ponto comum.

    Com relação ao Estado, concordo plenamente que sua participação na economia seja reduzida. Deve-se parar de sonhar com o concurso público, pessoas dessa área prestam um desserviço para a população em geral, primeiro porque reclamam de um serviço que aprendem a fazer de forma exatamente igual, deixando boquiaberto o mais incrédulo dos seres. Segundo porque o Estado não gera divisas, muito pelo contrário.

    Muito mal se fala da China, com seus preços subsidiados, mas poucos têm a visão de que a burrocracia e o hiperinchaço dos preços nacionais são a causa do subdesenvolvimento tupiniquim. Seria o caso de proteger a indústria nacional? Para que? Para ficarmos alheios à tecnologia mundial, com um gap de consumo de 30 anos como aconteceu no fim do século passado, e que começou a ser quebrado com a abertura de mercado do Collor?

    Pelo contrário, temos mais é que abrir o mercado e deixar que os fortes sobrevivam. Somos um povo altamente criativo e guerreiro, não precisamos de paternalismo.

    EMPREENDEDORISMO é a palavra chave. O empreendedor é a força motriz da nação. Sem ele não há economia, não há inovação que chegue ao mercado. Ele assume riscos para isso. Agora me digam: se se dá muito crédito por um teórico de 80 anos que afirma que estamos mudando para um sistema que não se sabe qual (mimimi), por que não dá-lo para as pessoas que realmente fazem as coisas acontecerem? Assim, é justo remunerá-lo devidamente por isso.

    Muito mal se fala dos EUA, principalmente de sua arrogância, e muito pode ser verdade, mas fato é que não teríamos pelo menos metade das benesses tecnológicas de hoje se não fosse por essa “nação maldita oriunda das profundezas do inferno”. Não há país que consiga patentear e lançar ao mercado tantos produtos e serviços ao ano como os americanos.

    Vejam bem que não defendo o capital especulativo, mas se peão quer ser assistido paternalmente, quer divisão igualitária e vida mansa… que espere sentado ou assuma os riscos, porque “na vida somos todos peões, ou reis”.

  8. 17

    Guilherme

    Agradeço ao CdB pela publicação dessa entrevista (Wallerstein é realmente fantástico) e aos caros comentadores participantes dessa discussão que está realmente em um alto nível (parece que os trolls de plantão resolveram se abster de comentar dessa vez… sorte nossa).

    De fato a análise do prof. Wallerstein me parece muito lúcida. Apenas colocando aqui um aporte ao Jefferson R. B., a causa da crise sistêmica (para usar o jargão do próprio Wallerstein), para Marx, seria realmente as contradições inerentes ao Capitalismo. Como homem de seu tempo, ele não teria condições de imaginar os “recursos naturais”, por exemplo, como fator de tamanho peso na tomada da consciência dessas contradições, como vemos que é verdade hoje. Poderia apostar que ele jamais iria supor que o sistema Capitalista duraria tanto a ponro de drenar o nosso planeta até o limite de nossa sobrevivência, como vemos que ocorreu. A “previsão” de Marx era o fim do Capitalismo num processo ‘heróico’, que seria a revolução. O que estamos vivendo me parece mais como uma “implosão”. A dicotomia “burguês x proletariado” já nos faz pouco sentido… Vou ler algo sobre a Economia de Recursos, como os colegas indicaram. E vamos pensar e trabalhar por essa transição! Por um mundo melhor e uma existência menos ordinária.

    Abs!

  9. 16

    Regina

    Comentário é dispensado porque os antecessores expressam o que se quer dizer. Aquilatado com os comentários, a entrevista, a matéria em si é de grande relevância. Espero que as redes sociais tenham acesso com o compartilhamento.

  10. 15

    Jorge

    De fato, a Economia Baseada em Recursos seria o mais sensato no momento, ao meu ver.

  11. 14

    João Brasileiro

    Análise de altíssimo nível. E a gente sabe como é Yale…

  12. 13

    Maria Teresa

    O que me preocupa é a possibilidade de uma guerra mundial. O comunismo também provou não ser uma boa política. Os regimes totalitários impuseram-se pela força e não trouxeram felicidade para ninguem, a não ser para os próprios e seus apoiantes. O tempo é de reflexão. Que a tal viragem surja sem derramamento de sangue, pelo bem dos povos de todo o mundo. É preciso que haja mais solidariedade, menos ambição, uma mais equitativa divisão dos bens. Acho que isso só se consegue com uma revolução de mentalidades. É preciso ir buscar os bons valores, que infelizmente estão quase esquecidos. Nada acontece por acaso.

  13. 12

    Carlos

    Há uma certa clarividência no pensamento de Wallerstein. A universalização da informação e o sentimento de igualitarismo no mundo moderno – como evidenciam manifestações populares em diferentes países – talvez sejam condições favoráveis à institucionalização efetiva do cooperativismo a nível mundial, como propagado por Charles Gide. Capitalismo é um sistema de produção invidual e consumo individual. Socialismo, por sua vez, é sistema de produção individual e consumo coletivo. E, o comunismo, sistema de produção coletivo e consumo coletivo. Portanto, o cooperativismo, sem o intuito maior do lucro, é o sistema híbrido dos anteriores, pois operacionaliza produção coletiva e consumo coletivo.

  14. 11

    Carlito

    Pôxa! Está de parabéns o Correio do Brasil. A leitura dos comentários inseridos, permite aquilatar o nível dos seus leitores, permitindo uma gratificante “revirada de baú”, trazendo à tona, numa bela oportunidade, de encontrar-se com Marx & Engels e também com Gramsci.

  15. 10

    Marcelo Delfino

    O capitalismo tal como existe hoje pode ser sucedido por qualquer coisa: pelos nacionalismos (cada país com o seu), por esse socialismo vagabundo e bolivariano (que admite até figuras como Paulo Skaf, Romário e Gabriel Chalita) ou por sistemas tipo anarcocapitalismo (a extinção do Estado, substituído pelas corporações privadas) ou minarquia. Procurem na Wikipedia os textos altamente esclarecedors sobre o que é anarcocapitalismo e o que é minarquia. São de fazer o neoliberalismo parecer uma obra de caridade.

  16. 9

    Ronaldo Rego

    O capitalismo é uma espécie de vampirismo. Mais de 100 milhões de pessoas levadas à miséria. Quem lucrou? O dinheiro se acumula em um lado e falta no outro. A crise do capitalismo NÃO SERÁ SUPERADA. Os governos deverão agir com coragem. Medidas drásticas de contrôle da economia. Maior união internacional: planejamento econômico planetário, divisão de regiões. Exportações e importações sob contrôle: a China não poderá continuar fazendo dumping. As matérias primas das nações mais pobres deverão ter o seu valor real. Os bancos e financeiras intensamente vigiados. Taxação elevada sobre os mais ricos. Estatização das comodities: petróleo, minerais, energia hídrica, produção de grãos, carne. e setores básicos. O capitalismo, ainda assim, terá uma grande área para trabalhar e ganhar, mas de forma razoável. Do jeito que está não pode continuar.

  17. 8

    Bruno Marton

    Economia Baseada em Recursos é a resposta… chega dos “ismos” ^^

  18. 7

    Pedro Guimarães

    Procurem se informar melhor sobre uma economia baseada em recursos, criada pelo pensador e engenheiro Jacque Fresco.

    Esse será o modelo do século XXI.

  19. 6

    Robson Cruz

    Aparentemente, para Wallerstein o capitalismo deverá ser substituído por um sistema ultra revolucionário: o capitalismo reformado

  20. 5

    Jefferson R.Ferreira

    Isso é um “bem feito” para quem só pensa em dinheiro e poder!!!!!!!

  21. 4

    Jefferson

    Interessante artigo, porém, com alguns deslizes e equivocos. O mais gritante é que afirma-se no texto que segundo Marx o capitalismo acabaria através de um ato heróico e não através de suas próprias contradições. Quando a percepção e fundamentação de Marx e Engels apontam justamente através da crítica as teorias econômicas clássicas que a inviabilidade na manutanção do sistema capitalista é consequencia das próprias contradições internas do mesmo.
    Jefferson R. B.

  22. 3

    Ariovaldo

    De acordo com as previsões de Marx, o fim do processo de acumulação sistemática do capital, tal qual vibora, vê-se na contingência de engolir o próprio rabo.Mas, se vislumbramos o epílogo do velho – capitalismo – iniciado a quarenta anos atrás, ainda desconhecemos o homem que está por vir depois.De uma verdade estamos certos: fora do socialismo não há salvação, depois do triunfo do neoliberalismo, iniciado com a queda do muro de Berlim. A partir daí, experienciarmos os horrores da barbárie, propiciada pelos vendilhões do Estado, homiziados na esquerda chapa-branca.Agora, feito madalenas arrependidas, clamam pelo perdão aos pés do crucificado.Mas, o pecado do entreguismo fruto do oportunismo, teve como soldo um razo prato de lentilhas, menos que as trinta moedas do judas histórico, posto que, não cria em promessass de um paraíso socialista, fora do planeta.Estamos, pois, no limiar de uma nova era, mas ainda reféns desse sentimento de orfandade bastarda, posto que, vazia de narrativa que enalteça o sentido de vida coletiva. Wallerstein fala que pendemos entre o determinismo que nos imobiliza, mas também, tal qual Marx, diria das ´condições ideais`, propícias para o mudancismo, que nos impele para o livre arbítrio.Mas, o imobilismo conformista está de atalia para propor soluções lampeduzianas, do tipo – mudar alguma coisa para que tudo fique como está. Numa guerra de posições, como essa, determinada pelos blocos históricos, não existe espaço de luta, sem luta, senão através dos movimentos sociais organizados e determinados a promover as mudanças necessárias. Quando há o vislumbre dessas brechas históricas, como anteviu o grande pensador político italiano, Antônio Gramsci, propelidos pelo otimismo da vontade e o pessimismo da inteligência.

  23. 2

    Paulo Cesar Semblano da Costa

    E será substituído pelo que? Socialismo ou comunismo? Projetos sociais para manter uma classe política no poder às custas do sacrifício dos que realmente trabalham? A grande derrocada do capitalismo se deu quando o socialismo tomou o poder nos países capitalistas.

  24. 1

    Adauto Leite

    Muito oportuno o comentário sobre o capitalismo. Demonstrou que já foi perdendo força, a medida que foi sendo praticado.
    Os governos capitalistas foram tomando conta de seus cidadãos, pregando a democracia, porem só no no discurso e na simbologia.
    O sistema foi se degenerando a tal ponto que hoje não existe mais o amanhã, o sonho de poder sonhar, ate a graça da verdadeira graça de achar graça de sorrir também se extingue.
    A verdade é que se busca uma saida, porque está claro que o capitalismo só é bom para os capitalistas, e criou um enorme abismo entre os governantes e seus governados, cuja função principal e pagar impostos.

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