Subcomandante de UPP é morto no Rio

Arquivado em: Destaque do Dia, Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018 as 13:03, por: CdB

Segundo a Polícia Militar (PM), ele reagiu a uma tentativa de assalto, quando foi abordado por criminosos em uma lanchonete no local, na Estrada do Gabinal

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, tenente Guilherme Lopes da Cruz, foi o vigésimo policial a perder a vida de forma violenta no Rio de Janeiro neste ano. O oficial foi morto em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, na madrugada desta quarta-feira. 

Subcomandante de UPP é vigésimo policial morto no Rio em 2018

Segundo a Polícia Militar (PM), ele reagiu a uma tentativa de assalto, quando foi abordado por criminosos em uma lanchonete no local, na Estrada do Gabinal. 

Antes de ir para a lanchonete, o policial tinha passado na Delegacia de Homicídios; para recuperar a arma do sargento do Exército morto ontem em Campo Grande. O tenente tinha 26 anos e estava na PM há apenas três anos. Dos 20 policiais mortos neste ano, 18 são policiais militares.

Alerj aprova lei para registrar mortes por bala perdida

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na terça-feira; em segunda discussão, um projeto para registro de casos de bala perdida e de morte de policiais de folga. O projeto precisa ainda ser submetido ao governador Luiz Fernando Pezão; que terá 15 dias para aprovar o texto. Caso ele não seja sancionado dentro do prazo previsto, a partir do décimo sexto dia ocorre sanção tácita, ou seja; o projeto passa a valer por decurso de prazo.

Apresentado em 2015 pelo deputado estadual licenciado Jorge Felippe Neto (DEM), atual secretário do prefeito carioca, Marcelo Crivella; o Projeto de Lei 1.168/15, foi aprovado pela Alerj no último dia 7, em primeira discussão. Ele atribui ao Poder Executivo a tarefa de criar um sistema especial de registros estatísticos, cujos boletins seriam divulgados mensalmente.

Trata-se do primeiro projeto aprovado na área da segurança pública, desde o anúncio da intervenção federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro, na última sexta-feira. Felippe Neto explicou que; quando apresentou o projeto, a questão da segurança pública era um dos focos de seu mandato para contribuir para o que hoje é o principal problema da capital e do Estado do Rio de Janeiro.

– Tudo que a gente pensou à época dependia de dados que nunca foram compilados. Quem faz até hoje o número de balas perdidas é a imprensa, por estimativa. O Instituto de Segurança Pública (ISP) também tem isso estimado. A gente tinha uma dificuldade muito grande de pensar o seguinte: nesse vácuo de planejamento, quais são os eventos que podem deflagar essa série de balas perdidas? – disse o autor do projeto à Agência Brasil.

Os casos de balas perdidas

Para Jorge Felippe Neto, é preciso saber, por exemplo, em que horários os casos de balas perdidas ocorrem com mais frequência e os locais, para que o Estado possa fazer um planejamento adequado para combater esses incidentes: “se você não consegue ter dados, não consegue planejar políticas públicas de segurança”.

Jorge Felippe Neto assegurou que a polícia e o Exército, bem como o interventor, vão precisar dessas informações do sistema especial de registros estatísticos que envolverão não só episódios de balas perdidas, mas de fatalidades envolvendo agentes de segurança fora do serviço, de modo a revelar as razões e circunstâncias em que essas mortes ocorrem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *