Tanzânia convoca representante da OMS por queixa sobre ebola

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Publicado terça-feira, 24 de setembro de 2019 as 11:34, por: CdB

Transparência e agilidade são essenciais para combater a febre hemorrágica fatal, uma vez que a doença pode se propagar rapidamente.

Por Redação, com Reuters – de Dar Es Salaam

A Tanzânia convocou nesta terça-feira o representante local da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à declaração da agência de que o governo se recusou a dar informações sobre possíveis casos de ebola.

Agentes de saúde com roupa de proteção em instalação dos Médicos Sem Fronteiras para tratamento do ebola em Goma, na República Democrática do Congo

Transparência e agilidade são essenciais para combater a febre hemorrágica fatal, uma vez que a doença pode se propagar rapidamente. Qualquer um que se acredite ter tido contato com pessoas potencialmente infectadas deve ser posto em quarentena, e o público deve ser orientado a acelerar as precauções, como lavar as mãos.

Na noite de domingo, a OMS disse que tomou ciência da morte de um paciente em Dar es Salaam no dia 10 de setembro e que no dia seguinte foi comunicada extraoficialmente que a pessoa teve um diagnóstico positivo de ebola. A mulher em questão havia morrido em 8 de setembro.

Nesta terça-feira, o porta-voz governamental Hassan Abbasi disse no Twitter que o representante local da OMS, Tigest Ketsela Mengestu, foi convocado pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Damas Ndumbaro, na capital comercial Dar es Salaam.

OMS

– O representante insistiu que a OMS não declarou que existe ebola na Tanzânia, nem tem qualquer indício sobre isso, e prometeu cooperar com o governo – disse Abbasi.

“Durante as conversas, a OMS concordou em seguir estritamente as diretrizes delineadas pela própria agência e ratificadas pelo governo se quiser receber qualquer informação adicional do governo tanzaniano”.

No comunicado do final de semana, a OMS disse que foi comunicada extraoficialmente que a Tanzânia teve dois outros casos possíveis de ebola. Um teve diagnóstico negativo, e não há informações sobre o outro.

Recomendações

O relatório A World At Risk traz sete recomendações urgentes para os líderes mundiais se prepararem para enfrentar emergências em saúde. A primeira é se “comprometer com a prevenção, implementando integralmente o Regulamento Sanitário Internacional e aumentando o investimento em prevenção como parte integrante da segurança nacional e internacional.”

segunda é o compromisso político de países e de organizações intergovernamentais regionais para cumprir o financiamento para prevenção e monitorar o progresso nas reuniões anuais. O relatório indica que todos os países construam “sistemas resistentes de prevenção”, com coordenadores de alto nível e prioridade para o envolvimento da comunidade.

Os países, doadores e instituições multilaterais “devem se preparar para o pior cenário de uma pandemia de vírus respiratório em rápida evolução”, promovendo pesquisas e o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos, com compartilhamento rápido de informações. As organizações internacionais de financiamento devem integrar o tema a seus planejamentos e sistemas de incentivos, assim como os financiadores de assistência ao desenvolvimento de países mais pobres e vulneráveis.

O relatório recomenda que a ONU fortaleça a prevenção e a coordenação da resposta a epidemias internacionalmente.

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