Trabalho é parte da dignidade humana, afirma papa Francisco

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Publicado terça-feira, 1 de maio de 2018 as 16:05, por: CdB

O papa Francisco ainda mencionou um discurso feito por Paulo VI em 1971, a todos os comunicadores, sobre a dignidade do trabalho.

 

Por Redação – de Roma

 

O papa Francisco defendeu nesta terça-feira, data em que é comemorado o “Dia do Trabalhador”, que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade de cada pessoa.

Papa
Líder da Igreja Católica, o papa Francisco celebra o Dia do Trabalhador

A declaração foi dada durante a festa litúrgica de São José Operário, celebrada no Vaticano. “A dignidade da pessoa está estritamente vinculada, precisamente, ao trabalho, não ao dinheiro, à visibilidade ou ao poder, mas ao trabalho”, afirmou.

O Pontífice ainda falou sobre a necessidade que as pessoas têm de ter um trabalho que “dá lugar a todos, seja qual for o seu papel”, no qual “a pessoa e a sua família são mais importantes do que a eficiência”.

Não excluir

Durante audiência dedicada aos profissionais do jornal católico italiano ‘Avvenire’, Jorge Mario Bergoglio ressaltou que todos os jornalistas não podem se “cansar na busca pela verdade”.

— Não se cansem de buscar a verdade com humildade. Escutem, aprofundem, comparem. Contribuam para superar contraposições estéreis e prejudiciais e sejam companheiros de quem se dedica à justiça e à paz — alertou.

O líder da Igreja Católica também ressaltou que os profissionais precisam saber “defender esta visão; superar a tentação de não ver, afastar ou excluir”.

— Encorajo-os a não discriminar; a não considerar ninguém como ‘excesso’, a não se contentarem com o que os outros já veem. Que ninguém, além dos pobres, dos últimos e dos sofredores, dite a sua agenda.

Consumo

Não aumentem a fila daqueles que contam a parte da realidade já iluminada pelos refletores. Comecem pelas periferias, conscientes de que não são o fim, mas o início da cidade — afirmou.

O papa Francisco ainda mencionou um discurso feito por Paulo VI em 1971 a todos os comunicadores. “Não devemos fazer o bem de quem nos ouve, mas educá-los a pensar e a julgar”. Com isso, encorajou os jornalistas a evitarem a informação de fácil consumo, que não compromete.

— Temos que ter um grande amor pela causa, dizer que acreditamos no que fazemos e no que queremos fazer — finalizou.

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