TSE investiga falhas em prestação de contas do presidente eleito

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Publicado terça-feira, 13 de novembro de 2018 as 14:23, por: CdB

Foram apontadas como irregularidades na prestação de contas indícios de doação de fonte vedada, indícios de recursos de origem não identificada e ausência de informação de gastos eleitorais.

 

Por Redação, com Reuters – de Brasília

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou, nesta terça-feira, uma série de indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro. A Corte permitiu o prazo de três dias para a equipe do ganhador da eleição presidencial de outubro encaminhar uma complementação e esclarecimentos sobre as contas, de acordo com despacho da corte publicado na última edição do Diário Oficial da Justiça.

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigam as contas de Jair Bolsonaro
Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigam as contas de Jair Bolsonaro

Foram apontadas como irregularidades na prestação de contas indícios de doação de fonte vedada, indícios de recursos de origem não identificada e ausência de informação de gastos eleitorais na prestação de contas parcial, entre outras. O TSE também apontou ausência de contrato de prestação de serviços de financiamento coletivo e descumprimento de prazo para entrega do relatório financeiro.

Esclarecimentos

“Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato, em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências ou registros na prestação de contas, relatados a seguir, para os quais se solicitam esclarecimentos e encaminhamento de documentação comprobatório”, disseram analistas do TSE na avaliação da prestação de contas de Bolsonaro.

“Diante do exposto… necessário se faz que o candidato Jair Messias Bolsonaro seja diligenciado para, no prazo de três dias, complementar dados e documentação e/ou prestar esclarecimentos justificativas, com vias ao saneamentos dos apontamentos desta unidade técnica”, acrescentaram os técnicos do Tribunal.

Área técnica

A advogada Karina Kufa, da defesa de Bolsonaro junto ao TSE, disse que os indícios apontados pelo tribunal são “detalhes técnicos”, e que a defesa vai apresentar respostas para todos os apontamentos feitos pela área técnica da corte. “Não há nada que nos preocupe”, disse a advogada à agência inglesa de notícias Reuters.

Para que o candidato eleito seja diplomado pela Justiça Eleitoral, é necessário que as contas estejam julgadas pelo plenário do TSE, para onde o processo será encaminhado após a conclusão da análise pela área técnica.

No caso de Bolsonaro, a diplomação está marcada para o dia 10 de dezembro, de acordo com o tribunal.

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