Turismo demite mais de 16 mil trabalhadores em apenas dois meses

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Publicado terça-feira, 31 de julho de 2018 as 19:22, por: CdB

Os números divulgados pela CNC indicam que o resultado entre admissões e demissões no primeiro semestre do ano fechou negativo em 11.689.

 

Por Redação, com ABr – de Brasília

 

O setor de turismo no Brasil fechou no último mês de junho 7.743 postos de trabalho, elevando para 16,5 mil os postos fechados desde maio, quando haviam sido extintos 8.754. As informações constam do estudo Empregabilidade no Turismo, produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O desemprego, no setor hoteleiro, atinge primeiro os postos de menor remuneração na cadeia do turismo
O desemprego, no setor hoteleiro, atinge primeiro os postos de menor remuneração na cadeia do turismo

“Os serviços ligados ao turismo continuaram amargando prejuízos, uma vez que se manteve a tendência do desemprego do mês anterior. Em maio, o número de desempregados foi um pouco maior, atingindo 8.754 trabalhadores. Nesses dois meses, o desemprego acumulou 16,5 mil pessoas, reflexo do tamanho do ajuste de diminuição de custos que as empresas realizaram em decorrência do tamanho das perdas nos negócios do setor no período”, avaliou a instituição.

Os números divulgados pela CNC indicam que o resultado entre admissões e demissões no primeiro semestre do ano fechou negativo em 11.689. O número, no entanto, é menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando o saldo entre admissões e demissões ficou negativo em 13.061 postos.

Desemprego

A CNC avalia que a recuperação da empregabilidade no turismo vai depender do otimismo dos próprios consumidores para com a situação do país.

Para o economista da CNC Antonio Everton, enquanto esse otimismo não ocorrer, “o emprego no turismo continuará sofrendo as oscilações (decorrentes) da conjuntura econômica, retrato do desempenho das empresas do setor”.

A avaliação do economista é de que, mais do que somente o otimismo dos consumidores quanto às perspectivas do mercado de trabalho, à estabilidade dos preços e à folga para gastos novos nos orçamentos, aliado à capacidade de a economia voltar a crescer também serão fundamentais para a recuperação dos empregos do setor.

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