Twitter suspende contas ligadas ao governo de Nicolás Maduro

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Publicado quarta-feira, 8 de janeiro de 2020 as 11:34, por: CdB

Bloqueio atinge perfis de ministérios, Forças Armadas, Banco Central e Presidência. Rede social indica que contas teriam violado regras de conduta, mas não dá detalhes.

Por Redação, com DW – de Caracas

O Twitter suspendeu na terça-feira várias contas venezuelanas ligadas ao governo de Nicolás Maduro. As suspensões atingiram perfis de ministérios, das Forças Armadas e da Presidência da Venezuela, por exemplo.

Rede social indica que contas teriam violado regras de conduta, mas não dá detalhes
Rede social indica que contas teriam violado regras de conduta, mas não dá detalhes

Uma mensagem de conta suspensa aparece para quem tenta acessar os perfis bloqueados. O texto indica que as contas “violaram as regras” da rede social. O Twitter não deu detalhes sobre os motivos da decisão.

As regras de conduta da rede social preveem suspensão em casos de publicações que promovam violência; terrorismo; extremismo violento; exploração sexual de menores; abuso ou assédio; conduta de ódio; suicídio ou automutilação; conteúdo sensível, incluindo violência gráfica e conteúdo adulto; certos bens e serviços ilegais ou regulados.

A plataforma também veta publicações que prejudiquem a integridade de eleições ou que divulguem informações pessoais de terceiros para confundir ou enganar outros usuários, entre outras regras.

A suspensão atingiu várias contas das Forças Armadas (FANB), como a do exército (@ejercitofanb), da aeronáutica (@AviacionFANB) e da Guarda Nacional (@GNBoficial), e do Ministério do Petróleo (@minpetroleove). Os perfis do Banco Central (@BCV_ORG_VE) e do Ministério da Economia e Finanças (@MinEcoFinanzas) ficaram foram do ar por apenas algumas horas.

O bloqueio

O vice-ministro de Comunicação Internacional da Venezuela, William Castillo, condenou a suspensão. “Pare, Twitter! Pare de bloquear contas na Venezuela”, escreveu em seu perfil na rede social.

O chefe do Comando de Operações Estratégicas das Forças Armadas venezuelanas, Remigio Ceballos, acusou o governo dos Estados Unidos pelo bloqueio. “A FANB repudia esses atos, vamos lutar pela independência”, afirmou Ceballos.

O bloqueio não atingiu, porém, os perfis de Nicolás Maduro e de Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana, considerado o segundo político mais poderoso do país depois do presidente.

 

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