Uber diz ter recebido mais de 3 mil denúncias de assédio sexual nos EUA

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Publicado sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 as 12:48, por: CdB

A Uber disse ter recebido mais de 3 mil denúncias de assédio sexual em seus 1,3 bilhão de corridas nos Estados Unidos no ano passado.

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Bruxelas

A Uber disse ter recebido mais de 3 mil denúncias de assédio sexual em seus 1,3 bilhão de corridas nos Estados Unidos no ano passado, em um relatório que visa garantir aos motoristas e ao público que está levando a segurança a sério.

A Uber disse ter recebido mais de 3 mil denúncias de assédio sexual em seus 1,3 bilhão de corridas nos Estados Unidos no ano passado
A Uber disse ter recebido mais de 3 mil denúncias de assédio sexual em seus 1,3 bilhão de corridas nos Estados Unidos no ano passado

O número representa uma queda de 16% na taxa de incidentes do ano anterior nas cinco categorias mais graves de assédio sexual, informou a Uber na quinta-feira em seu primeiro relatório de segurança dos EUA.

A empresa também disse que relatos de agressões a passageiros ignoram os riscos para os motoristas, já que os passageiros representam cerca de metade dos acusados.

A empresa, que opera em 70 países, disse que o relatório mostra seu compromisso com a transparência para melhorar a responsabilidade e a segurança em todo o setor. Ela disse que usará o que aprendeu produzindo o relatório em seus “próximos passos” em outros lugares.

– Suspeito que muitas pessoas ficarão surpresas com a raridade desses incidentes; outras entenderão que ainda são muito comuns. Algumas pessoas apreciarão o quanto fizemos sobre a segurança; outras dirão que temos mais trabalho a fazer. E todas essas pessoas estão certas – disse o presidente-executivo Dara Khosrowshahi no Twitter.

No relatório, a Uber disse que 99,9% de suas 2,3 bilhões de viagens nos EUA em 2017 e 2018 terminaram sem incidentes de segurança.

Os relatórios de assédio

A empresa informou que recebeu 235 denúncias de “penetração sexual não consensual” no ano passado e 280 de “tentativa de penetração sexual não consensual”, quase todas registradas por mulheres. Os relatórios de assédio restantes incluíam incidentes como beijos ou toques indesejados em partes do corpo.

Também detalhou 10 agressões físicas fatais em 2017 e nove em 2018, oito vítimas eram passageiros, sete eram motoristas usando o aplicativo da Uber e quatro eram terceiros.

Em um evento na quarta-feira, Khosrowshahi disse que priorizou melhorar a cultura e a segurança da Uber ao assumir seu cargo em 2017. Na época, a Uber estava lidando com consequências regulatórias e uma reação pública sobre suas práticas de negócios, forçando o ex-presidente-executivo e fundador Travis Kalanick a deixar o cargo.

– Tivemos que mudar a cultura internamente e simplesmente começamos a fazer a coisa certa – disse Khosrowshahi, acrescentando que a Uber não estava escondendo nada publicando as informações internas.

Facebook

Moedas digitais privadas como a libra do Facebook não devem ser permitidas na União Europeia até que os riscos que elas representam sejam claramente resolvidos, concordaram os ministros das Finanças da UE na quinta-feira.

A medida confirma a linha dura do bloco sobre a libra, moeda que atraiu críticas dos reguladores globais sobre seu possível impacto no sistema financeiro desde que foi anunciada em junho.

“Nenhum acordo global de uma ‘stablecoin’ deve começar a operar na União Europeia até que os desafios, riscos legais, regulatórios e de supervisão sejam adequadamente identificados e resolvidos”, disseram os ministros em comunicado conjunto.

Stablecoins são moedas digitais, como a libra, que geralmente são atreladas a dinheiro tradicional e a outros títulos, enquanto moedas criptográficas como bitcoin não o são. Ambas são criptomoedas.

Os ministros do bloco disseram que poderiam considerar as regras da UE para regular criptoativos e stablecoins como parte de um plano global.

A comissão da UE já está trabalhando neste novo regulamento, disse o comissário de finanças da UE, Valdis Dombrovskis, aos ministros de Finanças em uma sessão pública de sua reunião em Bruxelas.

Os ministros também elogiaram o trabalho do Banco Central Europeu com uma moeda digital pública, o que poderá representar uma alternativa às iniciativas privadas.

Em um documento apresentado aos ministros das Finanças, o BCE disse que uma moeda digital pública pode ser necessária se os pagamentos dentro da Europa continuarem muito caros.

Sua possível adoção seria acelerada por sinais de menor uso de dinheiro em espécie, afirmou o BCE, alertando que o impacto de tal iniciativa no sistema financeiro poderá ser muito grande e, portanto, precisará ser avaliado com cuidado.

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