UE pressiona Google, Facebook e Twitter a agirem mais contra desinformação

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Publicado terça-feira, 29 de outubro de 2019 as 14:16, por: CdB

Facebook, Google e Twitter têm de fazer mais para combater notícias falsas ou correm o risco de enfrentarem uma ação de autoridades regulatórias, afirmou a Comissão Europeia nesta terça-feira.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas

Facebook, Google e Twitter têm de fazer mais para combater notícias falsas ou correm o risco de enfrentarem uma ação de autoridades regulatórias, afirmou a Comissão Europeia nesta terça-feira.

Facebook, Google e Twitter têm de fazer mais para combater notícias falsas
Facebook, Google e Twitter têm de fazer mais para combater notícias falsas

A ameaça do órgão executivo da UE veio um ano depois que as gigantes da tecnologia dos Estados Unidos, juntamente com Mozilla, Microsoft e sete órgãos comerciais europeus assinaram um código de conduta voluntário para combate a notícias falsas.

A Comissão está agora elaborando um regulamento conhecido como Lei dos Serviços Digitais. Esta lei estabelecerá regras de responsabilidade e segurança para as plataformas, serviços e produtos digitais, uma medida que já despertou receios de uma intervenção violenta na indústria da tecnologia.

O último relatório mensal das empresas revelou uma grande divergência entre elas e forneceu poucos detalhes sobre o impacto das medidas tomadas pelas empresas, afirmaram três comissárias da UE em declaração conjunta.

“A propaganda e a desinformação automatizadas em grande escala persistem e há mais trabalho a fazer em todas as áreas do código de conduta. Não podemos aceitar que isso se trata de um novo normal”, afirmaram.

Alphabet fará oferta para comprar Fitbit

A Alphabet, controladora do Google, fez uma oferta para adquirir a fabricante de dispositivos vestíveis Fitbit, disseram pessoas familiarizadas com o assunto na segunda-feira.

Embora o Google tenha se juntado a outras empresas de tecnologia, como Apple e Samsung no desenvolvimento de smartphones, a companhia ainda não desenvolveu um dispositivo “wearable”.

Não há certeza de que as negociações entre Google e Fitbit levem a qualquer acordo, disseram as fontes. O preço exato que o Google ofereceu pela Fitbit não foi informado.

Google e Fitbit se recusaram a comentar.

As ações da Fitbit disparavam cerca de 27 % após a notícia, o que dá à empresa um valor de mercado de US$ 1,4 bilhão. As ações da Alphabet subiam 2%.

Os dispositivos da Fitbit acompanham os passos dados, calorias queimadas e distância percorrida pelos usuários. Eles também medem andares subidos, duração e qualidade do sono e ritmo cardíaco.

Microsoft

A liderança da Amazon no mercado de computação em nuvem pode ser ameaçada pelo contrato de vários bilhões de dólares acertado entre Microsoft e o Pentágono, disseram analistas de Wall Street na segunda-feira.

Na semana passada, a Microsoft ganhou o contrato do Pentágono denominado Joint Enterprise Defense Infrastructure Cloud, ou JEDI, que vale até 10 bilhões de dólares ao longo de um período de 10 anos, superando a favorita AWS, da Amazon.

As ações da Microsoft subiam 2,4%, chegando a atingir uma nova máxima nesta segunda-feira.

– Resumindo, o contrato representa uma vitória significativa para a Microsoft e impulsiona o Azure (divisão de computação em nuvem da Microsoft) na guerra das plataformas – disse Mark Murphy, analista do JP Morgan.

Atualmente, a Amazon Web Services detém cerca de 32% do mercado de computação em nuvem, enquanto o Azure detém cerca de 18%, segundo a empresa de pesquisa Canalys.

Embora a AWS contribua com quase 13% da receita líquida total da Amazon, o Azure responde por cerca de 33% do faturamento da Microsoft.

Analistas da corretora Compass Point disseram que o acordo foi uma “vitória significativa” da Microsoft sobre a AWS e acrescentaram que a Amazon pode contestar a decisão.

– Esperamos um certo grau de hesitação entre os democratas do Congresso, dadas as dimensões políticas e práticas dessa questão, mas nosso senso é de que é improvável que os parlamentares se aprofundem nessas águas – disse Marshall Senk, da Compass Point.

As corretoras Mizuho e Independent Research aumentaram preço-alvo das ações da Microsoft com a perspectiva da empresa receber um impulso após o contrato.

– No final, o fato do Azure ter sido escolhido como o único fornecedor desse importante projeto é uma prova do quão longe chegou nos últimos dois anos – disse o analista da Mizuho, Gregg Moskowitz, que elevou sua projeção de preço da ação da Microsoft em US$ 8, para US$ 160.

O analista Daniel Ives, da Wedbrush, citou que o acordo ajuda a Microsoft a conquistar um pedaçõ maior de um mercado total estimado em US$ 1 trilhão na próxima década e que apenas com o governo norte-americano é avaliado em US$ 100 bilhões.

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