União Europeia aplica multa de US$ 5 bilhões contra Google

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Publicado quarta-feira, 18 de julho de 2018 as 12:56, por: CdB

A Comissão Europeia ordenou que o Google encerre a conduta ilegal dentro de 90 dias ou enfrente penalidades adicionais de até 5 %  do faturamento diário

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas:

Autoridades antitruste da União Europeia aplicaram nesta quarta-feira uma multa recorde 4,34 bilhões de euros (US$ 5,04 bilhões) contra o Google por restrições ilegais a fabricantes de celulares Android e operadoras de redes móveis.

Autoridades antitruste da União Europeia aplicaram nesta quarta-feira uma multa recorde 4,34 bilhões de euros

A Comissão Europeia ordenou que o Google encerre a conduta ilegal dentro de 90 dias ou enfrente penalidades adicionais de até 5 %  do faturamento diário médio mundial da controladora Alphabet.

A UE também rejeitou os argumentos do Google, que citou a Apple como concorrente dos dispositivos Android, dizendo que a fabricante do iPhone não restringe suficientemente o Google por causa de seus preços mais altos.

Grupos de mídia social

O Facebook, a Alphabet e o Twitter disseram na terça-feira a um painel da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que as empresas de mídia social não estão discriminando conteúdo por razões políticas.

Republicanos conservadores no Congresso criticaram as empresas de mídia social pelo que alegam ser práticas politicamente motivadas para remover conteúdo, uma acusação que as empresas rejeitaram.

O presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Bob Goodlatte, um republicano, disse que, desde uma audiência em abril, o Congresso “viu vários esforços dessas empresas para melhorar a transparência”, mas também apontou exemplos de conteúdos sendo removidos.

Goodlatte perguntou se essas empresas estão “usando seu poder de mercado para favorecer o conteúdo que as empresas preferem” no processo de filtragem.

O deputado David Cicilline, democrata, criticou a audiência e disse que o Facebook há dois anos “tem feito o possível para ajudar acalmar e apaziguar os conservadores”, e apontou para o fracasso do Facebook em remover páginas que promovem teorias de conspiração não substanciadas.

– Não há evidências de que os algoritmos de redes sociais ou resultados de busca sejam tendenciosos contra os conservadores. É uma narrativa inventada, difundida pela máquina de propaganda conservadora para convencer os eleitores de uma conspiração que não existe – disse Cicilline.

O Facebook disse no início do ano que havia contratado o ex-senador republicano Jon Kyl para aconselhar a empresa sobre “possíveis preconceitos contra vozes conservadoras”.

A chefe de gerenciamento de políticas globais do Facebook, Monika Bickert, disse ao comitê que quer tratar com justiça todos os grupos, explicando o motivo de conduzir várias auditorias.

– Nós só queremos ter certeza de que estamos fazendo o nosso trabalho corretamente – disse Bickert, acrescentando que o Facebook consulta uma grande variedade de grupos.

Os democratas

Os democratas da Câmara disseram que o comitê deve se concentrar nas ameaças ao processo eleitoral dos EUA contra hackers russos. O deputado Jerrold Nadler, o principal democrata do comitê, pediu, sem sucesso, que o painel fosse adiado para uma sessão privada para discutir a Rússia.

Juniper Downs, diretor global de políticas públicas e relações governamentais no YouTube, disse que a companhia não discrimina os conservadores. “Dar preferência ao conteúdo de uma ideologia política sobre outra fundamentalmente entraria em conflito com nosso objetivo de fornecer serviços que funcionem para todos”, disse ela.

O estrategista sênior do Twitter, Nick Pickles, disse que a empresa não discrimina os conservadores e que trabalha para tomar decisões neutras. “Nosso objetivo é servir ao debate, não para fazer julgamentos de valor sobre crenças pessoais”, disse ele.

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