União Europeia poderá precisar regular uso de dados por gigantes de tecnologia

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Publicado sexta-feira, 13 de setembro de 2019 as 11:28, por: CdB

A União Europeia poderá impor regras para assegurar que companhias que coletam dados não utilizem as informações de maneira irregular.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas/Nova York/São Paulo

A União Europeia poderá impor regras para assegurar que companhias que coletam dados não utilizem as informações de maneira irregular, afirmou a chefe da agência de defesa da concorrência do bloco nesta sexta-feira, sinalizando como poderá usar poderes ampliados para agir sobre empresas norte-americanas como Facebook e Google.

UE poderá precisar regular uso de informações por gigantes de tecnologia

Os comentários de Margrethe Vestager, indicada para mais cinco anos no comando da agência de defesa da competição da UE, sinalizam, que ela poderá introduzir novas regras para especificamente cobrir companhias de tecnologia e o uso que fazem dos dados recolhidos dos usuários.

Até agora, multas foram aplicadas após análises de cada caso que se basearam em regras que não são específicas do setor.

Google e Qualcomm

Sob Vestager, multas de cerca de 10 bilhões de euros foram aplicadas contra Google e Qualcomm após tribunais determinarem que as empresas agiram para conter rivais.

– Se queremos definir o mercado, definir o que é aceitável e o que não é, então o que precisamos não é de mais fiscalização da competição. Precisamos de regulação – disse ela durante conferência em Copenhague.

– Então poderemos precisar de regras mais amplas para termos certeza de que a maneira pela qual as companhias coletam e utilizam os dados não prejudique valores fundamentais de nossa sociedade – disse Vestager sem dar detalhes.

Ela afirmou que as regras de proteção de dados adotadas pela UE no ano passado deram aos europeus controle sobre dados pessoais mas não ajudam em casos em que problemas surgem quando companhias utilizam as informações irregularmente ou para atingirem a democracia.

WeWork

A We Company, proprietária da WeWork, disse nesta sexta-feira que restringiu o poder de voto do fundador e presidente-executivo, Adam Neumann, como parte das mudanças na governança corporativa para incentivar a demanda pela planejada oferta pública inicial de ações da empresa.

A companhia de escritórios compartilhados disse que estava fazendo as mudanças “em resposta aos comentários do mercado”. A empresa considera buscar uma avaliação no IPO de menos da metade do que valia há apenas nove meses, diante da fraca demanda de investidores.

A We Company disse que as ações com direitos especiais de voto de Neumann diminuirão de 20 para 10 votos por ação, embora ele ainda mantenha o controle majoritário da empresa.

Neumann também dará à empresa qualquer lucro que receber de transações imobiliárias que tenha firmado com a We Company. Ele também limitará sua capacidade de vender ações no segundo e terceiro anos após o IPO a não mais de 10% de suas ações.

Conselho da empresa

Nenhum membro da família de Neumann estará no conselho da empresa e qualquer sucessor será selecionado pelo conselho de administração, em uma desistência de plano para que sua esposa e co-fundadora, Rebekah Neumann, que é vice-presidente de marca, ajude a escolher o sucessor.

A empresa divulgou que faria sua listagem de ações na Nasdaq Stock Exchange. A companhia planeja concluir o IPO ainda neste mês.

Resta ver se as mudanças serão suficientes para aliviar as preocupações mais amplas dos investidores com a sustentabilidade do modelo de negócios da We Company, que se baseia em uma mistura de passivos de longo prazo e receita de curto prazo. Os investidores têm dúvidas de quão bem-sucedido esse modelo seria durante uma crise econômica.

A companhia pode buscar uma avaliação de até US$ 15 bilhões em seu IPO, abaixo do valor de US$ 47 bilhões que teve em sua última rodada de captação de recursos em janeiro, e planeja iniciar divulgação da operação para investidores já na segunda-feira.

Amazon

A Amazon anunciou na quinta-feira a chegada de seu serviço de streaming de música Amazon Music Unlimited ao Brasil custando a partir de R$ 16,90 mensais ou R$ 169 por ano.

O Amazon Music Unlimited conta com mais de 50 milhões de músicas e não está incluso no Amazon Prime, lançado no país no início desta semana, mas uma versão com menos recursos com 2 milhões de músicas está disponível para todos os assinantes do Amazon Prime.

A empresa ainda oferece um teste gratuito de 3 meses, além de um plano familiar por R$ 25,90 mensais ou R$ 259 por ano, permitindo que seis membros de uma família compartilhem a mesma assinatura.

– Nossa equipe local se concentrou fortemente na criação de uma série de playlists e estações para destacar a variedade única da música brasileira e mal podemos esperar que novos assinantes comecem a ouvir – afirmou o chefe do Amazon Music para a América Latina, Federico Pedersen.

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