sexta-feira, 28 de abril de 2017 • ANO XVII • N° 6.303

32 Comments

  1. 32

    maneca

    Votei no PT. Aonde amarrei o meu burro?

  2. 31

    Escobar

    Fui impedido de escrever o que penso duas vezes.Pensei estar sendo transparente. A quem pertence este jornal?Ex-fundador do PT do Rio de Janeiro, ex~preso politico me referi sem enfase aos crimes da Ditadura e a traição do PT.O “mensalão” pode dar em nada e os que se defrontam nesta nossa miseria moral -implicados,espectadores,midia – poderão até se revigorar

  3. 30

    jacira almeida

    O PT fede de tanta sujeira que há dentro dele.
    Qualquer dia vai explodir e espalhar merda para todo lado.
    Graças a Deus procuro ficar bem longe de petralhas…………..
    Raça imunda.

  4. 29

    Carlos Borromeu

    Eu não entendo porque o STFnão investigou á reportag da RECOD,que o ex prefeito de Anapolis falou que o caso do mensalão foi articulado pela VEJA,Demostene,cachoeira,e todo o Brasil tém conhécimento,

  5. 28

    Nadir

    Retificando : LULA E DIRCEU, não Palocci, Valério vai depor o que sabe sobre a morte de Celso Daniel, e Lula e Dirceu estão na mira.
    GOSTARIA MUITO QUE O JULGAMENTO DO MENSALÃO MINEIRO FOSSEM COMO O QUE ESTÁ EM JULGAMENTO, QUE O RELATOR QUE VAI SER O MINISTRO QUE DILMA INDICOU PARA O LUGAR DE JOAQUIM BARBOSA FAÇA O MESMO DESEMPENHO, e quem está esperando o “O” desse julgamento torcendo que o PSDB cai de 4, vai ficar decepcionado, pois tem mais político do PTB, BMDB e PT.

  6. 27

    Luiz Carlos

    Faltam ainda serem chamados à justiça a turma tucana e o ex-presidente Lula, este último, o verdadeiro chefe do esquema de compra de votos para beneficiar projetos do governo.

  7. 26

    Nadir

    CLEUSA, O STF ESTA JULGANDO UMA MENTIRA?????????????????
    quanta ironia//////////////

  8. 25

    Nadir

    VALÉRIO QUE SE CUIDE, ANALISANDO A MATÉRIA DESSE JORNAL, DÁ PARA PERCEBER QUE ESTÃO PREPARANDO SUA CAMA ETERNA, E DEIXANDO NO AR INSINUAÇÕES DE MANDOS DO MEMBRO DO MENSALÃO MINEIRO, MAS QUEM ESTÁ NA RETA PARA UMA INVESTIGAÇÃO É LULA E PALOCCI, JÁ COM AÇÃO NO MT. Assassinato do prefeito Celso Daniel,
    coordenador da eleição de Lula em 2002
    Em março de 2003, logo após assumir a Presidência da República, Lula recebeu em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), Mara Gabrilli. Durante 20 minutos, o presidente ouviu um relato que misturava chantagem e extorsão contra os donos da empresa de ônibus Expresso Guarará, pertencente à família de Mara Gabrilli. Para prestar serviços em Santo André (SP), cidade vizinha de São Bernardo do Campo, os proprietários da Expresso Guarará eram obrigados a pagar propina à Prefeitura do PT. Palavras de Mara Gabrilli:
    – Contei como era o esquema, quem cobrava a propina, e como a Prefeitura tirou a licença para a empresa da minha família operar algumas linhas, em represália ao fato de meu pai não ter dado propina a partir de certo momento.
    Mara Gabrilli não deixou dúvidas. Indicou para Lula os responsáveis pelo esquema de corrupção: o secretário de Serviços Municipais, Klinger Luiz de Oliveira (PT), o empresário Ronan Maria Pinto e o ex-segurança do prefeito Celso Daniel (PT), Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”.
    – Eu falei ao presidente sobre o pagamento da caixinha que meu pai era obrigado a fazer a cada dia 30. E falei da retaliação imposta à empresa desde que eu e minha irmã, Rosângela, denunciamos o fato ao Ministério Público.
    Ao denunciar a corrupção em Santo André à CPI dos Bingos, em 2005, Rosângela Gabrilli afirmou que os donos de empresas de ônibus na cidade eram pressionados a contribuir para o caixa 2 do PT desde 1997, durante a segunda gestão do prefeito Celso Daniel. Cabia ao Expresso Guarará o repasse de R$ 40 mil mensais, em dinheiro vivo. Do depoimento de Rosângela:
    – Os achaques eram feitos com intimidação e ameaça. Diziam que o Klinger tinha sempre um revólver preso na canela. Isso constrangia muito. E ele lembrava a cada momento: “Com o poder não se brinca, o poder tudo pode”.
    Antes de sair do apartamento de Lula, Mara Gabrilli ouviu o presidente dizer que tomaria providências e lhe daria uma resposta. Não foi o que aconteceu:
    – Ocorreu justamente o contrário. Klinger soube, reclamou, e dias depois uma comissão de sindicância da Prefeitura se instalou na nossa empresa.
    Celso Daniel foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002, no início do ano que terminaria com a eleição do presidente da República. Celso Daniel era coordenador de campanha de Lula. O corpo do então prefeito foi achado dois dias depois. Os assassinos o torturaram antes de matá-lo, provavelmente para obter os números das senhas das contas secretas em paraísos fiscais no exterior onde, possivelmente, ele guardava dinheiro para a campanha do PT.
    O médico João Francisco Daniel, irmão do prefeito morto, contou sobre a conversa que teve com Gilberto Carvalho (PT-SP), secretário de Governo de Celso Daniel, após a missa de sétimo dia, em 26 de janeiro de 2002. Importante ressaltar que, um ano depois, ao assumir o cargo de mais alto mandatário da nação, Lula nomeou Carvalho para o posto estratégico de chefe de gabinete do presidente. Lula levou-o de Santo André para Brasília.
    Depois da missa de sétimo dia, Gilberto Carvalho esteve na casa de João Francisco Daniel e, emocionado, fez uma confissão que pediu para ser mantida em sigilo. Admitiu que, durante a administração Celso Daniel, entregou dinheiro repassado por empresas que mantinham contratos com a Prefeitura, diretamente para o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP). Declaração do médico João Francisco Daniel:
    – Achei estranho Carvalho me contar isso, mas ele contou. Contou três vezes. Falou que, com muito medo, pegava seu Corsa preto e ia até São Paulo entregar o dinheiro para o então deputado José Dirceu.
    Cerca de dez dias depois, Gilberto Carvalho voltou ao assunto com João Francisco Daniel, quando se queixou de Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, o ex-segurança de Celso Daniel acusado de ser o mandante da morte:
    – O Gilberto disse que o Sérgio era muito violento, que constrangia os empresários colocando revólver na mesa quando ia conversar com eles.
    Na terceira conversa, Gilberto Carvalho admitiu ter levado, de uma só vez, R$ 1,2 milhão a José Dirceu. Para João Francisco Daniel, Celso Daniel autorizara o esquema de corrupção, mas com a finalidade de dar dinheiro ao PT. E resolvera rompê-lo ao descobrir que parte substancial da propina acabava nas mãos de Sombra, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto.
    – Quando ele ficou sabendo que esse grupo estava enriquecendo de maneira estratosférica, ele realmente tentou brecar aquele tipo de coisa.
    Uma das funções de Celso Daniel, como coordenador da campanha de Lula, era arrecadar fundos para as despesas com a eleição. O “grupo” de Santo André, porém, teria decidido pôr as mãos no dinheiro. Por isso o prefeito teria sido torturado. Queriam informações sobre o paradeiro do caixa 2. Em seguida o eliminaram. João Francisco Daniel expôs o irmão ao Ministério Público:
    – Não tive saída. Infelizmente, ele montou um caixa 2 em Santo André, para as campanhas do PT.
    De fato, duas testemunhas revelaram ao Ministério Público as evidências de que Celso Daniel participava do esquema. Uma empregada doméstica que trabalhou para o então prefeito viu, oito meses antes do assassinato, três sacolas plásticas de supermercado, num canto da lavanderia do apartamento. As sacolas estavam abarrotadas de maços de dinheiro, preso por elásticos, em notas de R$ 10, R$ 50 e R$ 100, tudo sob um lençol branco.
    O outro depoimento é de um garçom do restaurante Baby Beef, de Santo André, frequentado por Celso Daniel, Sombra, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto. Os quatro tinham o costume de sentar em volta da mesma mesa. O garçom viu Ronan, empresário do setor de transportes e de coleta de lixo, tirar da bolsa um maço de dinheiro e entregá-lo a Klinger. Vereador e secretário de Celso Daniel, Klinger Luiz de Oliveira tratou de esconder a soma sob o guardanapo, para que ninguém visse o que era. Em outra ocasião, o mesmo garçom reparou uma mulher chegar ao restaurante para entregar uma sacola cheia de dinheiro a Ronan Maria Pinto.
    Declaração do promotor Roberto Wider Filho:
    – Esses depoimentos mostram que Celso Daniel tinha envolvimento com o esquema de corrupção. A presença de notas de R$ 10 é um indicativo de que os recursos podem ter origem no esquema de caixinha de ônibus.
    Para o Ministério Público, o esquema começou a implodir quando Celso Daniel descobriu que a propina não vinha irrigando os cofres do PT, como o prefeito desejava, mas morria nas mãos de Sombra, Klinger e Ronan.
    Do promotor Roberto Wider Filho:
    – Ele foi eliminado porque se opôs ao esquema ao verificar que o dinheiro estava sendo direcionado para os integrantes da quadrilha, e não mais para as campanhas eleitorais de seu partido.
    Outro irmão do prefeito morto, Bruno Daniel, depôs à CPI dos Bingos:
    – Há evidências de que existia na Prefeitura de Santo André um esquema de arrecadação para o PT. Suponho que Celso enveredou naquilo como um mal necessário para viabilizar as atividades do partido, e lamentavelmente deu no que deu. O que possivelmente aconteceu é que parcelas desses recursos começaram a ser destinadas para outras finalidades, razão pela qual Celso resolveu alterar a situação e esta pode ter sido a motivação do crime.
    Bruno Daniel criticou o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), designado pelo PT, com aval de Lula, para acompanhar o caso. Luiz Eduardo Greenhalgh defendia a tese de que o assassinato havia sido crime comum, sem vinculação com a política. O irmão Bruno Daniel não concordava:
    – O povo de nossa cidade não aceita as explicações dadas até o momento, porque são superficiais e contraditórias para um crime que desde o início se revelou complexo. Falamos com outros membros do PT esperando trazer elementos para elucidar o caso. E o que posso afirmar é que poucas pessoas dentro do partido contribuíram para isso.
    Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, ocupou papel central no caso Celso Daniel. Era pessoa de inteira confiança do prefeito. Exerceu a função de motorista e segurança particular de Celso Daniel. Ocupou cargo em comissão no gabinete do prefeito. Quando Celso Daniel foi deputado, nomeou Sombra como seu assessor parlamentar. Sombra era muito próximo.
    O ex-motorista enriqueceu. Na noite do sequestro, Celso Daniel jantara com Sombra no sofisticado restaurante Rubayat, na zona sul de São Paulo. Os dois foram para lá no luxuoso automóvel Pajero de propriedade de Sombra. O carro foi abordado de forma suspeita na volta a Santo André, tarde da noite.
    Apesar da experiência como segurança particular e de estar no comando de um veículo blindado, Sombra alegou problemas mecânicos que o levaram a diminuir a velocidade e a parar. Não ficou claro tampouco por que a trava da porta ao lado de Celso Daniel abriu, expondo o prefeito aos criminosos.
    Os promotores suspeitam de que Sombra conhecia um dos acusados de atacar o prefeito. Falou-se até de um suposto pagamento de US$ 40 mil. Teria sido feito ali mesmo, na cena do crime, aos homens supostamente contratados para fazer o sequestro.
    Um morador testemunha da ação dos criminosos, que agiram na região dos “três tombos”, na zona sul de São Paulo, relatou que arrancaram Celso Daniel “como um animal” da Pajero. Enquanto isso, Sombra teria mantido atitude passiva e demonstrado “aparente cumplicidade”.
    Uma mulher passava pelo local na hora do sequestro. Celso Daniel ainda estava dentro do veículo, com a cabeça encostada no vidro. Ela viu Sombra fora da Pajero, com ar de tranquilidade, falando ao telefone.
    Se já não houvesse a intenção de matar o prefeito, é possível que Celso Daniel tenha percebido, durante a ação dos criminosos, o envolvimento do “amigo” com os sequestradores. A solução seria eliminá-lo.
    Antes de ser morto o prefeito foi barbaramente torturado. Num crime comum de sequestro, a vítima geralmente é poupada. A sua boa integridade física é condição para o pagamento do resgate. Celso Daniel foi torturado para que fornecesse informações aos criminosos. Declaração do perito criminal Carlos Delmonte Printes, que examinou o corpo de Celso Daniel:
    – É absolutamente excepcional a ocorrência de morte em casos de sequestro-relâmpago. Com relação ao sequestro convencional, nunca examinei um caso em que houvesse ritual de tortura, crueldade e desproporcionalidade que verifiquei no exame do corpo do prefeito.
    Como evidências da tortura, o perito criminal apontou a expressão de terror na face, queimaduras nas costas e lesões no corpo, provocadas por estilhaços de balas disparadas perto da vítima, com a finalidade de amedrontá-la. Para matá-lo, alvejaram-no oito vezes, diretamente no rosto, tórax, pernas e mãos.
    O médico legista Paulo Vasques também viu o corpo de Celso Daniel. Confirmou a prática de tortura antes do assassinato. Referiu-se a marcas de coronhadas na cabeça e à rigidez muscular decorrente da tensão nervosa. Informou que o prefeito vestia outra calça quando o corpo foi encontrado, pois o traje não apresentava as marcas de tiro existentes no corpo dele.
    Sérgio Sombra chegou a ficar oito meses na prisão, acusado de ser o mandante do crime. O STF (Supremo Tribunal Federal), por decisão do ministro Nelson Jobim, determinou a sua libertação. O mesmo Nelson Jobim impediu investigações sobre o envolvimento de José Dirceu com a corrupção em Santo André. Em seu segundo mandato como presidente da República, Lula nomeou Nelson Jobim (PMDB-RS) ministro da Defesa.
    Na hora de dar explicações à CPI dos Bingos, Sérgio Sombra irritou os senadores. Insistia não saber por que a porta do carro blindado se abriu:
    – A porta abriu de repente, do lado do Celso, não sei como.
    Ao ser questionado sobre quatro depósitos bancários descobertos em sua conta, num total de R$ 40 mil, todos feitos por Luiz Alberto Gabrilli, proprietário da Expresso Guarará, Sombra saiu-se assim:
    – Acho que ele se enganou, pode ter feito pagamento cruzado, por engano.
    De acordo com o Ministério Público, empresários que mantinham contratos com a administração de Santo André eram forçados a entregar dinheiro vivo ao esquema, todos os meses. Durante uma época, por algum desarranjo na organização criminosa, a propina foi depositada diretamente na conta bancária de Sérgio Sombra. Ficou o rastro. Ainda na CPI, Sombra tentou explicar uma transferência bancária de Luiz Alberto Gabrilli, feita em 1997:
    – Tinha vários depósitos para receber por serviços de segurança que prestei. Esse dinheiro, só fiquei sabendo agora que havia sido depositado por ele na minha conta. Não sei como foi parar na minha conta.
    A Polícia Civil de São Paulo não responsabilizou nenhum dos atores políticos suspeitos de envolvimento no assassinato de Celso Daniel. O caso intrigou também pelas mortes violentas de seis pessoas que testemunharam ou estiveram, por algum momento, nas cenas do crime.
    Entre os mortos, o garçom Antonio Palácio de Oliveira, que serviu Celso Daniel e Sérgio Sombra no restaurante Rubayat, pouco antes do sequestro. Ele chegou a receber um depósito bancário misterioso, no valor de R$ 60 mil, antes de morrer. Mas dois homens o perseguiram em sua motocicleta. Durante a fuga perdeu o controle, bateu num poste e perdeu a vida.
    O homem que presenciou a morte do garçom e contou à polícia o que viu, também foi morto. Paulo Henrique Brito levou um tiro nas costas.
    Investigações chegaram a apontar ligações de amizade entre Sombra e Dionísio de Aquino Severo, que teria namorado a ex-mulher de Sombra. Dionísio Severo, acusado de envolvimento no sequestro, foi resgatado de helicóptero de um presídio, de forma espetacular, dois dias antes do sequestro. Depois do crime, recapturado, o mataram numa cadeia em Guarulhos (SP).
    Intrigante também a morte do investigador de polícia Otávio Mercier, que conversou com Dionísio Severo um dia antes da fuga do presídio. Foi alvejado por homens que tentavam entrar em sua casa.
    Manoel Sérgio Estevam, o “Sérgio Orelha”, abrigou Dionísio Severo em seu apartamento, logo após a morte do prefeito. Foi assassinado com vários tiros.
    Por fim, morreu o homem que chamou a polícia ao achar o corpo de Celso Daniel, jogado em uma estrada de terra em Juquitiba (SP). Assassinaram Iran Moraes Redua com dois tiros.
    Quatro anos depois da morte de Celso Daniel, a família do economista Bruno Daniel, irmão do prefeito assassinado, foi obrigada a deixar o País. Partiu às escondidas para Paris, onde o governo da França a recebeu como perseguida política no Brasil. Bruno Daniel, a mulher e os três filhos do casal, moradores de Santo André, não suportaram as ameaças de morte que se seguiram ao depoimento de Bruno, no qual ele acusou José Dirceu e Gilberto Carvalho de envolvimento no esquema montado por Celso Daniel.
    Em abril de 2006, o Ministério Público abriu inquérito para investigar o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, acusado de se beneficiar do dinheiro desviado em Santo André. Gilberto Carvalho também foi objeto de investigação. Apesar disso, Lula o manteve na posição estratégica de chefe de gabinete do presidente da República.
    José Dirceu e Gilberto Carvalho foram citados por crimes de formação de quadrilha, receptação e lavagem de dinheiro. O Ministério Público também anunciou investigação sobre a origem de R$ 500 mil supostamente repassados pelo PT ao advogado Aristides Junqueira, que foi contratado para defender o PT no caso Celso Daniel.
    O Ministério Público acabou denunciando Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Klinger Luiz de Oliveira, Ronan Maria Pinto e Maurício Mindrisz, que ocupou o cargo de superintendente da Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) em Santo André. Todos foram acusados por crimes de formação de quadrilha, fraude e dispensa ilegal de licitação.
    Conforme a denúncia, os quatro, em parceria, atuavam com o prefeito Celso Daniel para desviar recursos públicos. Formavam “quadrilha organizada estável”, com o objetivo de “cumprir como meta estabelecida um mega-esquema de corrupção”.
    Para os promotores, Sombra, mesmo sem ocupar cargo na Prefeitura, exercia grande influência na administração municipal. O esquema favorecia Ronan Maria Pinto, dono de empresas de transporte e de coleta de lixo, que mantinham contratos com o governo municipal.
    Uma dessas empresas, a Rotedali, foi contratada 12 vezes para executar serviços de limpeza, varrição e manutenção de aterro sanitário, em transações que envolveram cerca de R$ 50 milhões. Parte do dinheiro teria alimentado o caixa 2 do PT. Dos 12 contratos, dez foram celebrados sem licitação. A Justiça e o Tribunal de Contas do Estado contestaram cinco deles. Sombra foi sócio de Ronan em negócios com empresas de ônibus em Fortaleza e Cuiabá.
    Trecho da denúncia dos promotores Roberto Wider Filho, Amaro José Thomé Filho e Adriana Ribeiro Soares de Morais:
    “Sérgio, aproveitando-se de seu prestígio junto à administração, idealizou com Daniel a formação da sociedade delinquente e era um dos destinatários dos recursos ilícitos. Foi tesoureiro da campanha eleitoral de 1996. Arrecadou diretamente parte do dinheiro, que foi depositado na sua conta corrente.”
    No início do segundo mandato de Lula, em 2007, o Ministério Público pediu o bloqueio de bens do PT e de Gilberto Carvalho, no montante de R$ 5,3 milhões. O valor correspondia à estimativa de dinheiro desviado pelo esquema de corrupção na área de transporte público em Santo André. A ação civil pública também denunciou Sérgio Gomes da Silva, Klinger Luiz de Oliveira, Ronan Maria Pinto e vários empresários. Da denúncia:
    “Formaram uma quadrilha determinada a arrecadar recursos através de achaques a empresários, bem como através de desvio de dinheiro dos cofres públicos municipais, conforme outras denúncias já ajuizadas, relativas a contratos de obras públicas e de coleta e destinação final de lixo, ambas recebidas judicialmente”. Outro trecho da denúncia:
    “Todos os recursos auferidos pela quadrilha, na concepção do finado prefeito Celso Daniel, deveriam financiar campanhas eleitorais do PT, tanto em âmbito municipal e regional quanto em âmbito nacional. O dinheiro amealhado era, em parte, separado e entregue a Gilberto Carvalho, que o transportava, em seu veículo particular, ao escritório de José Dirceu, que recebia os recursos ilícitos em espécie, na qualidade de presidente do PT, para o financiamento de campanhas do interesse daquela agremiação.”
    Em 9 de fevereiro de 2006, prestou depoimento ao Ministério Público o ex-secretário de Habitação de Mauá (SP), Altivo Ovando Júnior. Mauá, na Grande São Paulo, é vizinha de Santo André. A cidade foi governada pelo prefeito Oswaldo Dias (PT) de 1997 a 2000, período em que Altivo Ovando Júnior exerceu o cargo de secretário. Ele narrou fatos ocorridos durante a campanha de Lula a presidente da República, em 1998. Do depoimento:
    “O declarante se recorda de que, no pleito de 1998, Lula compareceu no gabinete do prefeito de Mauá, oportunidade em que, utilizando termos chulos, cobrou de Oswaldo Dias maior arrecadação de propina em favor do PT.”
    A frase de Altino Ovando Júnior sobre o pedido de Lula:
    “Ele dizia: ‘Pô, Oswaldão, tem que arrecadar mais. Faz que nem o Celso Daniel em Santo André. Você quer que a gente ganhe a eleição como?”

  9. 24

    jose bernardes neto

    Uma pergunta: quem mantem a revista VEJA? No meu ponto de vista e o grupo do Cahcoeira., seus aliados e apadrinhados politicos…. Muito estranho: oi Sr. Marcos Valerio faz declaraçoes a citada revista …. Por que sera?…..Nao havia uma outra revista para tais declaraçoes? Quem financiou tal reportagem? Sao perguntas que permanecem no ar……..Sera que e a “triplice coroa’? PSDB-DEM E PPS? … …So o tempo esclarecera tudo…..

  10. 23

    Cleusa

    No meu caso, defendo exclusivamente à soberania do Brasil e de seu povo!

  11. 22

    Cleusa

    Jorge Roriz,a explicação é de que tudo que o Marcos Valério tinha a falar sobre o PT já o fez de bandeja. Agora quanto ao mensalão tucano – a história é bem outra. E não queira dourar a pílula com relação às responsabilidades desses senhores do PSDB que foram é muito beneficiados com dinheiro público. Lavagem de dinheiro e blá blá blá – quanto ao suposto mensalão petista, são mentiras do STF e alardeados pela midia golpista e tucana. E você como deve ser ligado a eles, é claro que vai defendê-los até embaixo d’água. É aquela história – papel aceita tudo de que lado for – depende só dos interesses de quem escreve e para qual objetivo!!!

  12. 21

    LEYNA

    Existe aí uma guerra entre os tucanos e petistas .Os petistas já estão pagando por seus crimes. E os tucanos ? a Veja vai fazer vista grossa pra
    Privataria Tucana e os mensalões do Psdb? A Globo vai fazer de conta que não existem? Que justiça é essa que proteje os tucanos? Se houver impunidade para os tucanos, vai ficar claro que não estão buscando o fim da corrupção e a vitória da justiça. Vai ficar claro que é um golpe em busca do poder perdido pelo Psdb apoiado pela Veja e a Globo. Pronto falei!

  13. 20

    Rodrigo

    E ainda tem gente que acredita que os “Josés” (Genoíno e Dirceu) sejam inocentes. Se os J’s são inocentes, todo o restante dos acusados também são. Infelizmente, na hora de derramar lágrimas, jacaré diz que é pavão!

  14. 19

    Francisco José Evandro de Melo

    Sr BATISTA, vossa excelência tem toda razão quanto ao comentário deste pau, opsss, paulo, pois ele não é pessoa que nem se quer tem confiança em si. Falar em nome do povo? Ora, ora ora esta não é maneira de fazer política e muito menos criticar, esse pau mandado não tem o meu respaldo!

  15. 18

    Batista de Sá

    É Paulo, nota-se que voce e da era Ditatorial voce te saudades dos anos anteriores a 1982, voce tá certo o Povo esta errado, perdeu, nos ultimos 30 anos, quantos dolares depositados na Inglaterra? Qual era a tua patente?

  16. 17

    Odilon Jose Fernandes

    Ao sr. Jorge Roriz, a importância dos crimes cometidos pelos dois partido carece dois retorno a cultura para interpretação e julgamento. Para condenar segundo a justiça são preciso duas coisas: sendo a primeira o ato criminoso ou a intenção deste, e segundo a vitima. As vitimas do mensalão Tucano que a imprensa teima em pronunciar mensalão mineiro, não as conheço. A do mensalão do PT ouvi diser que é a democracia e a república, no caso do PT, a sociedade em sua maioria não se sente lesada pois a compra de apoio a projetos do governo PT deu suporte a um governo que restabeleceu a ordem institucional, pois a policia federal fez seu trabalho sem interferência dos poderes. A PRG e o MP idem, digo isso, porque creio que este julgamento aconteceu porque o que está provocando tal alvoroço no mundo político é o fato de um operário ter governado bem o país promoveu justiça social avançou o desenvolvimento da nação em muito , acabou com a fome e o desemprego das pessoas que tinham um mínimo conhecimento, está caminhando para a erradicação da miséria. Libertou a nação das garras do FMI que só envestia na nossa economia se nós não investisse no social. Enfim creio que assim como a cultura, a justiça, respeitem o principio da pena, se o veredicto seja por culpado, ou da absolvição se considerarem que a sociedade, a pátria, a democracia e a república avançaram, se fortaleceram, e seu executor o presidente LULA reconhecido grata persona no mundo inteiro. A sociedade nota que o que está em julgamento é a afronta que o povo fez ao acreditar no PT e causar a derrota dos hoje opositores.

  17. 16

    Batista de Sá

    Paulo, preste muita atenção no que escreve, o povo brasileiro é voce tambem, voce deve aprender primeiro a ser politico depois a ser critico e deixar de escrever besteiras, como não sabe ser politico porque para isso tem que ser homem de coregem tenta ser critico covarde que por traz do teclado assume postura de inteligente e mediocre.

  18. 15

    Paulo

    ESSE PAÍS NUNCA SERÁ NADA NA VIDA A NÃO SER FORNECEDOR DE MATÉRIA PRIMA E MÃO DE OBRA BARATA PARA O MUNDO CIVILIZADO…

  19. 14

    Paulo Semblano

    Burro é o povo brasileiro, que acredita em Papai Noel, coelhinho da páscoa, e em gente da pior qualidade possível que possa existir em um país.

  20. 13

    Paulo Semblano

    Mensalão, Privataria Tucana, fora o que acontece no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas, nas Prefeituras, etc etc etc.
    De 30 anos para cá no Brasil só apareceram verdadeiras quadrilhas de bandidos, pilantras e canalhas da pior espécie que já houve na nossa história.
    No governo federal então…
    Brigam entre si pelo poder máximo da nação como traficantes de boca de fumo disputando a “parada”, e no fim o prejudicado é sempre o povo brasileiro.
    Até os piratas da Somália tem mais dignidade para com o país deles do que esse quantidade de mercenários que ocupam a cadeira máxima da nação.

  21. 12

    Fernando

    Valério também acusou que o Lula sabia de todo esquema operacionalizado por ele. E o CDB não vai falar nada? Quem está sendo imparcial?

  22. 11

    luiz carlos

    Cancelei a minha assinatura da VEJA, ela não é imparcial.

  23. 10

    EC

    Só agora Valério decidi fazer novas revelações!
    Para que? Ajudar a Justiça ou tentar se livrar ou diminuir a pena justa que
    lhe foi imposta? Tal resposta é evidente.

  24. 9

    Jorge Roriz

    “Este entendimento não foi adotado no oferecimento da denúncia e no julgamento da AP 470?.”

    Comparar o escândalo do mensalão petista e de partidos da base aliada, que envolveu peculato, lavagem de dinheiro, empréstimo fraudulento, corrupção passiva e ativa, remessa ilegal de divisas para o exterior, serviços de publicidade estatal pago sem ter sido realizado, compra de votos de parlamentares e o envolvimento de 38 pessoas,
    com um fato que envolve apeanas dois parlamentares ( uma lista de doação de Campanha) é uma piada

  25. 8

    Jorge Roriz

    “Qual a explicação para um advogado experiente, como Leonardo, solicitar a delação premiada e, mais, a proteção da vida do seu cliente, em cima de um depoimento fantasioso, referente ao processo que já está no fim?”
    RESPOSTA: DIMINUIR A PENA DO SEU CLIENTE, NA CONDENAÇÃO DO REFERIDO PROCESSO QUE ESTÁ NO FIM.

  26. 7

    Ida Vicenzia Flores

    Agora é toda atenção no “mensalão mineiro”, nada de passar a mão na cabeça só porque eles são elite. Cadeia pra corrupto é bom, não importa o partido.

  27. 6

    jose bernardes neto

    Estou com do tucanato, ate agora deram uma de “bons moços”, mas pelo jeito a casa vair cair…..Pelas noticias o mensalao do tucanato mineiro vem por ai…. Finalmente, iremos saber a origem de todo esse embrolho que nasceu aqui, em Minas Gerais na era do Sr Eduardo Az\eredo e Clesio Andrade….Ao que me consta, na relaçao do caixa 02 de campanha tucana irao aparecer nomes de grandes tucanos de bico grande, tais como: Jose Serra – Eduardo Azeredo – Aecio Neves – Geraldo Alckimin e outros tantos…A alegaçao dos tucanos e a mesma do PT, ou seja: caixa 02 de campanha….Em meu ponto de vista ,enquanto nao houver uma verdadeira reforma politica tais fatos continuarao a acontecer……

  28. 5

    Janice

    MENSALÃO PSDEBISTA, TUCANO MESMO! MENSALÃO DO PARTIDO DE AÉCIO NEVES, SERRA, AZEREDO E OUTROS DA MESMA LAIA!!!

  29. 4

    Janice

    Assim como chamaram o primeiro escândalo de “Mensalão Petista”, temos que dar o nome correto ao escândalo que estão chamando de mensalão mineiro. Mineiro NADA!

  30. 3

    CARLOS

    A VEJA É DE ULTRADIREITA, OU O CORREIO DO BRASIL VIROU PASQUIM DE COMUNISTA PORQUE ESTÁ MAMANDO NA PUBLICIDADE PAGA COM DINHEIRO PÚBLICO???

  31. 2

    jacira almeida

    Estou com uma dó do Valério e seus corruptos do PT………………
    Snif, snif, snif……………………..
    Chora na rampa negão.
    Na cadeia vai virar mocinha …………

  32. 1

    Maria Amélia

    Essa corja de Mensaleiros TUCANO pensa que engana a quem? Cadeia pra esses ladrões do dinheiro público e da Privataria Tucana,Lista de Furnas e outros roubos cabeludos.

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