Veneno de serpentes pode salvar medicina contemporânea

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Publicado segunda-feira, 19 de março de 2018 as 13:59, por: CdB

Um composto encontrado no veneno da cobra cascavel tem o potencial para substituir os antibióticos convencionais, assegura um novo estudo

Por Redação, com Sputnik – de Moscou:

Uma pesquisa da Universidade de Queensland australiana afirma que os animais poderiam dar uma resposta às preocupações crescentes sobre a resistência aos antibióticos e a escassez de novos remédios, comunica a edição Daily Mail.

Um composto encontrado no veneno da cobra cascavel tem o potencial para substituir os antibióticos convencionais, assegura um novo estudo

Os investigadores explicaram como o veneno funciona sem prejudicar as células sãs em um relatório publicado na edição Journal of Biological Chemistry.

O respectivo documento sugere que o composto descoberto no veneno da cascavel poderia potencialmente substituir alguns tipos de antibióticos. De fato, já faz muito que os cientistas têm manifestado sua preocupação com a escassez de remédios; e a crescente resistência das bactérias a eles.

Assim, a combinação dos dois problemas provoca preocupação sobre aquilo; que sucederá quando os humanos já não puderem contar com a medicina tradicional.

– Este é um exemplo sobre como tomar aquilo que a natureza nos deu e tentar entender como isso funciona para; que o possamos modificar em algo mais potente, mais estável e mais ou mais parecido com um remédio; para usar como alternativa àquilo; que temos na nossa farmácia hoje em dia – disse a Doutora Sónia Troeira Henriques, investigadora portuguesa da Universidade de Queensland.

O novo relatório explica que o composto no veneno elimina as estirpes de bactérias.

Relatório

De acordo com o relatório, o fragmento de peptídeo atinge a superfície da bactéria através de atrações eletroestáticas provocadas pelas diferenças nas características da membrana.

Para mais, a especialista explicou que o peptídeo é positivo, enquanto a bactéria é negativa, o que permite matar a bactéria penetrando e desfazendo a membrana.

– Como as células [sãs] no corpo infectado são neutras, elas não se desfazem – acrescentou.

Cientistas de todo o mundo, inclusive de Portugal, Espanha e Brasil, colaboraram com a Universidade de Queensland no âmbito do novo estudo.

A partir de hoje, a equipe de pesquisadores vai tentar explorar mais peptídeos que podem ser achados na natureza e potencialmente usados para combater doenças, especialmente no que se trata do câncer de mama e melanoma.

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