Versão do antigripal da Glenmark se mostra promissor em teste de estágio avançado

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Publicado quarta-feira, 22 de julho de 2020 as 11:53, por: CdB

A indiana Glenmark Pharmaceuticals Ltd anunciou nesta quarta-feira que sua versão do antigripal favipiravir se mostrou promissora em um teste de estágio avançado com 150 pacientes com infecções por coronavírus entre leves e moderadas.

Por Redação, com Reuters – de Bangalore/Washington

A indiana Glenmark Pharmaceuticals Ltd anunciou nesta quarta-feira que sua versão do antigripal favipiravir se mostrou promissora em um teste de estágio avançado com 150 pacientes com infecções por coronavírus entre leves e moderadas.

Farmacêutico perto de caixas de medicamento favipiravir no Cairo
Farmacêutico perto de caixas de medicamento favipiravir no Cairo

Dados mostraram que os pacientes que receberam FabiFlu se livraram do vírus aproximadamente 29% mais rápido do que aqueles que receberam cuidados padrões.

Cerca de 70% dos pacientes sendo tratados com o remédio obtiveram uma “cura clínica” até o quarto dia do estudo, no grupo de cuidados padrões foram cerca de 45%, disse a empresa em um comunicado.

A cura clínica

A cura clínica é definida como a avaliação médica da normalização dos sinais clínicos da covid-19, como temperatura, saturação de oxigênio, frequência respiratória e tosse.

O FabiFlu também foi bem tolerado, sem causar efeitos adversos graves ou mortes no grupo de tratamento, disse a empresa, acrescentando que planeja submeter os dados do estudo à revisão da comunidade científica nas próximas semanas.

No mês passado, a Glenmark recebeu aprovação regulatória da Índia para fabricar e vender o FabiFlu para uso emergencial restrito em pacientes com sintomas de covid-19 entre leves e moderados, e na semana passada reduziu o preço do medicamento para o equivalente a 1,01 dólar por comprimido.

Doses de vacina

A Pfizer Inc e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech SE receberão US$ 1,95 bilhão do governo dos Estados Unidos para produzir e entregar 100 milhões de doses de sua candidata a vacina contra covid-19, disseram as empresas nesta quarta-feira.

O acordo ainda permite ao governo norte-americano obter 500 milhões de doses adicionais, disseram o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento da Defesa.

O governo Trump concordou em gastar bilhões de dólares no desenvolvimento e na aquisição de uma vacina em potencial. A gestão lançou a “Operação Dobra Espacial”, um programa conjunto do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e do Departamento da Defesa, para acelerar o desenvolvimento de vacinas, tratamentos e diagnósticos de coronavírus.

Mais de 150 vacinas contra coronavírus que usam uma variedade de tecnologias estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, e cerca de duas dúzias já estão na fase de testes em humanos. Governos firmaram acordos com farmacêuticas para garantir o suprimento de várias candidatas a vacina.

O objetivo é produzir vacinas que consigam vencer a pandemia protegendo bilhões de pessoas de infecções ou de doenças graves.

A candidata a vacina da Pfizer e da BioNTech está entre as que serão submetidas a um teste de larga escala. A vacina se mostrou promissora em pequenos estudos de estágio inicial com humanos.

A Pfizer entregará as doses se o produto receber uma Autorização de Uso Emergencial ou licenciamento da FDA, agência que Administração de Alimentos e Remédios dos EUA depois de finalizar a demonstração de sua segurança e eficiência em um grande teste clínico de Fase 3.

As empresas disseram que acreditam estar prontas para receber algum tipo de aprovação regulatória já em outubro, se os estudos em andamento tiverem sucesso.

Atualmente, Pfizer e BioNTech esperam fabricar até 100 milhões de doses globalmente até o final de 2020, e possivelmente mais de 1,3 bilhão de doses até o final de 2021, dependendo da seleção final da dose de seu teste clínico.

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