Violência ressurge no Chile e provoca centenas de prisões

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 3 de março de 2020 as 13:44, por: CdB

Um ressurgimento da violência abalou o Chile no final da noite de segunda-feira e provocou centenas de prisões, de acordo com o Ministério do Interior.

Por Redação, com Reuters – de Santiago

Um ressurgimento da violência abalou o Chile no final da noite de segunda-feira e provocou centenas de prisões, de acordo com o Ministério do Interior, além do fechamento temporário de parte do transporte público na capital Santiago.

Manifestantes entram em confronto com forças de segurança em Concepción, no Chile
Manifestantes entram em confronto com forças de segurança em Concepción, no Chile

A cidade de 6 milhões de habitantes viu manifestantes forçarem a interdição de várias estações do metrô, o que prejudicou o transporte para o centro. Agitadores que atearam fogo em barricadas em várias ruas importantes também levaram linhas de ônibus a interromper o serviço temporariamente.

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, citado na conta oficial de Twitter da pasta, disse que a polícia deteve 283 pessoas após confrontos nos quais manifestantes lançaram pedras e tijolos contra as forças de segurança. Cerca de 76 policiais ficaram feridos e várias delegacias foram atacadas, disse Blumel no Twitter.

– Durante a noite, o que vimos foi crime, pura e simplesmente – disse Blumel.

Violência

As cidades chilenas de Antofagasta, Temuco e Concepción também testemunharam rompantes de violência.

Março costuma ser um mês de protestos no Chile, já que as pessoas voltam das férias de verão. Este mês marcará o 30º aniversário do fim da ditadura militar de 1973-1990, além do Dia Internacional da Mulher.

Protestos contra as injustiças sociais e a desigualdade enraizada irromperam em outubro e sacudiram o país até meados de dezembro.

Os agitadores incendiaram edifícios, trens e estações do metrô e saquearam centenas de supermercados. Os tumultos levaram os militares às ruas pela primeira vez desde o fim do governo do ditador Augusto Pinochet.

Pelo menos 31 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e dezenas de milhares foram presas, de acordo com estatísticas do governo.

Na manhã desta terça-feira, Blumel observou no Twitter que a violência ainda é consideravelmente menor em escala e destruição da que foi vista em outubro e novembro do ano passado, quando os protestos começaram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *