Visita ao oftalmologista pode prevenir câncer nos olhos

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Publicado segunda-feira, 30 de dezembro de 2019 as 09:10, por: CdB

Visitas frequentes ao oftalmologista e a realização de exames de rotina podem ajudar a prevenir um tipo de câncer raro: o que atinge os olhos.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Visitas frequentes ao oftalmologista e a realização de exames de rotina podem ajudar a prevenir um tipo de câncer raro: o que atinge os olhos. O melanoma ocular, câncer que atinge células produtoras de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele e dos olhos, é o câncer de olho mais comum em pessoas adultas, mas, geralmente, não apresenta sintomas e pode evoluir com gravidade, causando metástase, ou seja, espalhando a doença para outros órgãos do corpo.

O melanoma ocular não apresenta sintomas e pode evoluir com gravidade
O melanoma ocular não apresenta sintomas e pode evoluir com gravidade

– Os pacientes podem não apresentar nenhum sinal de que algo esteja errado, e o tumor ser percebido durante o exame de rotina com o oftalmologista. Em outros casos, o melanoma pode causar alterações ou dificuldades visuais que fazem o paciente procurar uma ajuda médica que acaba resultando na descoberta da doença – destaca a oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Sheila Ferreira.

Segundo a médica, a causa do melanoma ocular é desconhecida, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença já foram identificados. A incidência da doença aumenta com o envelhecimento e ocorre mais em homens, assim como em pessoas com pele clara, cabelos claros e olhos claros. Portadores da síndrome do nevo displásico (múltiplas pintas pelo corpo) também têm risco aumentado de apresentar o melanoma, assim como quem tem diferentes tipos de sinais no olho ou na pele.

O melanoma

De acordo com a especialista, fatores ambientais parecem não ter relação com o melanoma ocular e sua associação com exposição solar é incerta. A radiação ultravioleta, no entanto, parece predispor a outro tipo de câncer, o melanoma de conjuntiva (membrana transparente que recobre a parte branca do olho) e palpebral.

– Por isso, o uso de óculos escuros pode contribuir para a prevenção da doença nessas regiões do olho. Usar chapéus de aba larga e bonés também pode resguardar os olhos dos raios ultravioletas – ressalta a médica.

Quando diagnosticado tardiamente, o melanoma ocular pode se espalhar para outros órgãos, sendo o fígado o órgão mais acometido, segundo a especialista. Nestes casos, os tratamentos podem incluir cirurgia da metástase, embolização da lesão (injeção de substâncias no intuito de bloquear ou diminuir o fluxo de sangue para as células cancerígenas), quimioterapia, ou imunoterapia.

A médica ressalta que a doença não se desenvolve apenas em quem apresenta fatores de risco, o que torna fundamental visitas frequentes a um oftalmologista.

Cigarro causa problemas à saúde da boca

A nicotina do cigarro causa dependência extrema. Por isso não é fácil deixar de fumar. O tabagismo resulta em vários problemas de saúde. A boca é uma das áreas mais afetadas. As consequências vão desde dentes manchados, doenças gengivais, até câncer de boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca está entre os dez tumores mais comuns do Brasil. Ele acomete mais homens acima dos 40 anos. Além do tabagismo, infecção pelo HPV e radiação solar também são fatores de risco para esse tipo de câncer.

A boca desempenha importantes funções para a nossa saúde, como a fala, mastigação e respiração. Por ser a maior cavidade do corpo a ter contato direto com o meio ambiente, a boca também é porta de entrada para bactérias e outros micro-organismos prejudiciais à saúde.

Benefícios ao parar de fumar

Presente em qualquer derivado do tabaco, a nicotina é considerada droga por possuir propriedades psicoativas. Ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema nervoso central, modifica no estado emocional e comportamental do usuário e pode induzir ao abuso e dependência. A dependência à nicotina gera tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga.

De acordo com a cirurgiã buco maxilo facial Janayna Paiva, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP), de Campo Grande (MS), o tabagismo tem relação com vários tipos de câncer, além do de pulmão, como na cavidade oral, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, entre outros. “Nunca é tarde para deixar o cigarro. Os benefícios podem ser sentidos rapidamente: 20 minutos após a última tragada, já se observa a regularização dos batimentos do coração. Dez anos sem fumar significam reduções importantes nos riscos de infarto, derrame e câncer de pulmão”, alerta a médica.

A dona de casa Ariane de Oliveira sabe como faz bem parar de fumar. Para a moradora de Brasília, são inúmeros os benefícios para a vida dela. “O ato de parar de fumar proporcionou muitos benefícios para o meu organismo. Além disso, meus dentes, cabelos e pele mudaram, estão mais saudáveis. Fumar me envelhecia e quando abandonei o vício tive o efeito contrário”, relata.

É possível parar de fumar

Muitas unidades de atenção primária disponibilizam tratamento para parar de fumar. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da rede de tratamento do tabagismo no SUS, em parceria com estados, municípios e Distrito Federal.

A rede foi organizada, seguindo a lógica de descentralização do SUS para que houvesse o gerenciamento regional do Programa tendo como premissa a intersetorialidade e a integralidade das ações.

Atualmente, todas as unidades da federação possuem coordenações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) que, por sua vez, descentralizam as ações para seus respectivos municípios atuando de forma integrada.

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