Washigton pede ‘lei e ordem’ em relação a protestos violentos

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Publicado segunda-feira, 1 de junho de 2020 as 13:29, por: CdB

A Casa Branca pediu nesta segunda-feira por “lei e ordem” e culpou agitadores por uma sexta noite consecutiva de violentos protestos em todo o país, provocados pela raiva quanto a desigualdades raciais e ao uso excessivo de força pela polícia.

Por Redação, com Reuters – Washigton

A Casa Branca pediu nesta segunda-feira por “lei e ordem” e culpou agitadores por uma sexta noite consecutiva de violentos protestos em todo o país, provocados pela raiva quanto a desigualdades raciais e ao uso excessivo de força pela polícia.

Policiais da tropa de choque perto da Casa Branca
Policiais da tropa de choque perto da Casa Branca

Uma pessoa foi morta em Louisville, Kentucky, durante a noite, onde a polícia e as tropas da Guarda Nacional devolveram fogo enquanto tentavam dispersar a multidão. A Guarda Nacional disse que os protestos ocorreram em 23 Estados e em Washington, D.C..

Coronavírus

A agitação, que eclodiu quando o país estava reabrindo após longas quarentenas para impedir a disseminação do novo coronavírus, começou com protestos pacíficos pela morte de um homem negro, George Floyd, sob custódia policial em Mineápolis na segunda-feira passada.

Dezenas de cidades nos Estados Unidos permanecem sob toque de recolher em um nível nunca visto desde protestos após o assassinato em 1968 do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr..

Antifascista

– Precisamos de lei e ordem neste país – disse a porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany à Fox News. Ela disse que o Antifa, um grupo antifascista, estava “certamente por trás” da violência.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o grupo de organização terrorista no domingo e deve se reunir nesta segunda-feira com seu principal oficial da lei a portas fechadas e, em seguida, manter uma ligação com governadores, policiais e autoridades de segurança nacional.

Biden visita local de protesto

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Joe Biden visitou no domingo o local de um dos protestos que se espalharam pelos EUA e pediu que os manifestantes que clamam contra a brutalidade policial não recorram à violência.

Usando máscara, Biden fez sua segunda incursão para fora de sua casa no Delaware desde que a crise do coronavírus eclodiu em março, visitando uma área de Wilmington na qual manifestantes deram vazão à revolta causada pela morte de um homem negro que foi filmado sufocando enquanto um policial branco de Mineápolis se ajoelhava sobre seu pescoço.

Campanha

Uma postagem de campanha no Instagram mostrou Biden conversando com moradores afro-norte-americanos e inspecionando edifícios cobertos de tábuas para evitar danos horas depois de emitir um comunicado dizendo que “somos uma nação com dor, mas não podemos permitir que a dor nos destrua”.

– Protestar contra tamanha brutalidade é certo e necessário –disse Biden no comunicado, enviado por email pouco depois da meia-noite. “Mas incendiar comunidades e uma destruição desnecessária não é.”

Biden enfrentará o presidente Donald Trump na eleição presidencial de 3 de novembro. O gerente da campanha de reeleição de Trump, Brad Parscale, havia dito no sábado que Biden deveria repudiar a violência de forma mais vigorosa.

Os comentários do democrata ecoaram um comunicado emitido no sábado por John Lewis, deputado da Geórgia e ativista proeminente dos direitos civis dos negros.

Lewis, que em 1965 foi espancado por policiais estaduais do Alabama até perder a consciência durante uma marcha pelo direito ao voto, pediu aos manifestantes para “serem construtivos, não destrutivos”, mas disse que entende seu sofrimento.

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