Witzel sinaliza que pode afrouxar quarentena se não houver ajuda federal

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Publicado quinta-feira, 26 de março de 2020 as 11:59, por: CdB

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), cobrou apoio e ajuda financeira do governo federal aos Estados para enfrentar as consequências da pandemia de coronavírus e disse que pode sacrificar o isolamento social no Estado.

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), cobrou apoio e ajuda financeira do governo federal aos Estados para enfrentar as consequências da pandemia de coronavírus e disse que pode sacrificar o isolamento social no Estado caso não exista um apoio da União para lidar com os impactos econômicos da crise.

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em Brasília
Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em Brasília

O governador defendeu em conversa com à agência inglesa de notícias Reuters que o governo federal libere R$ 500 bilhões aos Estados para o enfrentamento da crise gerada pela pandemia de Covid-19, doença provocada pelo coronavírus.

– O povo somente vai respeitar o confinamento se tiver condições de se alimentar. Os empresários somente ficarão parados se tiverem condições de financiamento – disse ele à Reuters. “Não posso pedir para as pessoas passarem fome”, acrescentou.

As medidas

Na véspera, após videoconferência dos governadores da Região Sudeste com o presidente Jair Bolsonaro, Witzel disse que em 4 de abril o Estado poderia rever as medidas de confinamento desde que a curva de crescimento da doença estivesse abaixo do projetado pela área da saúde.

Até então a orientação era que não existia possibilidade de afrouxamento antes de 4 de abril. Mais tarde, ele se reuniu, também em videoconferência, com outros 25 governadores e ficou decidido que eles manteriam o isolamento social. No entanto, o tom de cobrança ao governo federal mudou.

O impacto da crise

O Estado calcula que o impacto da crise será de R$ 10,5 bilhões em um primeiro momento, sendo R$ 3 bilhões em redução de arrecadação e o restante em função da queda do preço do barril do petróleo. O Rio anunciou o contingenciamento de R$ 7,6 bilhões por conta dos efeitos da crise

– Eles (governo federal) têm que ter responsabilidade nesse momento de crise – disse Witzel.

O Estado já registrou ao menos 8 mortes por covid-19 e tem ao menos 370 casos confirmados da doença, sendo 4 em favelas.

O secretário de Saúde, Edmar Santos, espera um aumento de casos de mortes nas próximas duas semanas, mas aposta no isolamento social como forma de preservar vidas.

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