75% dos argentinos apóiam Kirchner

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Publicado domingo, 15 de junho de 2003 as 12:51, por: CdB

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, é apoiado por 75,2% da população do país, e apenas 3,9% têm uma imagem negativa de seu governo, iniciado há três semanas. A conclusão é de uma pesquisa publicada neste domingo no jornal Página 12, de Buenos Aires.

A enquete foi realizada com 960 pessoas pelo instituto Equis. O governo da Aliança liderado por Fernando de la Rúa (1999-2001) teve um nível similar de aprovação no começo de sua gestão, mas é a primeira vez que se observa uma percentagem tão baixa de oposição a um governante.

Segundo observadores, a avaliação do governo Kirchner é muito positiva devido às medidas de grande repercussão social do governo. A pesquisa mostra que 79,8% dos entrevistados concordam com a renovação da cúpula militar promovida pelo presidente logo depois de chegar à Casa Rosada.

Quase 90% apóiam as mudanças feitas pelo governo na direção da Polícia Federal, enquanto 85,2% aprovam que o governo não renove automaticamente as concessões para a exploração das estradas privatizadas e que esses contratos sejam revisados.

Nos assuntos relativos à política externa, há uma divergência um pouco maior. Ao todo, 56,7% não apóiam o fato de o ministro das Relações Exteriores da Argentina Rafael Bielsa ter afirmado que não se atreve a dizer que “os direitos humanos são violados em Cuba”, enquanto 73,1% vêem com bons olhos que “a relação com os Estados Unidos seja de cooperação”, mas sem submissão.

Pesquisa do instituto Graciela Romer y Asociados, publicada neste domingo pelo jornal La Nación, mostra um crescimento do antiamericanismo na sociedade argentina. Em novembro de 2002, 57% da população se diziam contrárias aos Estados Unidos, total que hoje aumentou para 70%.

A maioria dos argentinos (62%) considera que o bloco econômico prioritário para o país deve ser o Mercosul, enquanto 14% preferem a União Européia. Ao todo, 7% acham melhor a integração na Área de Livre Comércio das Américas (Alca), impulsionada por Washington, e 5% querem que a Argentina procure promover sua relação com os países asiáticos. Para 89%, o país não deve participar da luta contra o terrorismo promovida pelos Estados Unidos.