Berlim – Agnès Varda, da nouvelle vague aos nossos dias

Por Rui Martins, de Berlim – Emocionante reencontro. Primeiro, ela, Agnès Varda, sentada na cadeira de realizadora, conta na tela da Berlinale, como foram seus mais de quarenta anos no cinema, filme por filme. Terminada a projeção desse filme-documentário, ela surge em carne e osso.

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Boca do lixo em Berlim – O assassino em série de Hamburgo

Por Rui Martins, de Berlim – O filme sensação no Festival Internacional de Cinema de Berlim, que deixou zonzos os críticos de cinema e abarrotou o imenso salão destinado às entrevistas coletivas foi A Luva Dourada, do realizador Fatih Akin. Nele há um pouco de Rogério Sganzerla com José Mojica Marins, no relato hiperrealista dos crimes do assassino em série Fritz Honka, de Hamburgo, capaz de provocar nos espectadores nojo, repulsa e aversão, junto com a impressão de vir da tela do cinema um cheiro fétido, provocado pelos cadáveres em decomposição, no sotão onde vivia Fritz Honka.

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Berlim – Filme ridiculariza o machismo católico na Macedônia

Por Rui Martins, de Berlim – Depois do anticlerical Graças a Deus, do francês François Ozon, o Festival Internacional de Cinema reincide com outro filme de crítica à religião, e, desta vez, o alvo é a Igreja Ortodoxa da Macedônia. Uma festa, na data da Epifânia, que consiste no desafio de recuperar uma cruz lançada ao rio pelo padre local, caiu no ridículo, pois pela primeira vez, em toda Macedônia, foi uma mulher a mais rápida, desencadeando uma reação machista.

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