A “Copa do Genocídio” poderá ser a gota d´água

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Publicado terça-feira, 1 de junho de 2021 as 17:56, por: CdB

A frase célebre de Eurípedes, sobre os deuses primeiramente enlouquecerem aqueles a quem querem destruir, só não cai como uma luva para a última loucura do Bozo porque certamente ele já está maluco faz muito tempo.

Por Celso Lungaretti – de São Paulo
Seu objeitvo parece ser o provocar o maior número de mortes possível

No caso do palhaço sinistro, cabe mais esta adaptação de uma das maiores infâmias inseridas num editorial jornalísticos em todos os tempos: ele sofreria de uma loucurabranda, como era o regime militar antes do AI-5, e entrou agora na fase da loucuradura, como o regime militar passou a ser a partir daquele nefando 13 de dezembro de 1968, quando desembestou de vez o terrorismo de Estado, promovendo os torturadores a exterminadores, com licença irrestrita para matar.

A decisão de sediar a Copa América para salvar as finanças da Conmebol, omitindo-se do principal dever de um presidente da República brasileiro –salvar a vida daqueles a quem governa–, apenas virá confirmar, de maneira acachapante, o que a CPI da Covid tem demonstrado sessão após sessão: a prioridade do necrófilo jamais foi a de evitar o contágio e morte de sua gente, mas sim a de fazer com que ela se contagiasse rapidamente, na esperança de que a imunização de rebanho permitisse a normalização das atividades econômicas, pouco importando o número de óbitos decorrentes de tal escolha.

Quando o povo brasileiro aflige-se com a perspectiva de estarmos entrando numa terceira onda do coronavírus, mais terrível do que as duas anteriores, o celerado dá uma banana para os maricas que temem morrer e se desdobra em contorcionismos para viabilizar um evento esportivo com o qual nenhum presidente sul-americano mentalmente são se mancomunou.

Além das contaminações e mortes que poderão advir da chegada de tantos estrangeiros, potenciais transmissores de outras cepas do vírus, o pior de tudo, como sempre, é o exemplo.

Vale lembrar  o recente alerta do do especialista Pedro Hallal, coordenador do maior estudo epidemiológico sobre o coronavírus no Brasil:

“O negacionismo, seja seu ou daqueles que estão ao seu redor, mata, e quanto maior o grau de negacionismo, maior o risco de morte por Covid-19.
O morador de uma cidade na qual Bolsonaro venceu o 2º turno das eleições de 2018 tem três vezes mais risco de morte por Covid-19 do que o morador de uma cidade em que Bolsonaro foi derrotado com folga”.
A realização em nosso país da Copa América, num primeiro momento, dará aos desinformados a impressão de que a gripezinha pode conviver com as atividades normais de uma situação normal.

Mas, caso depois se constate que ela impulsionou contágios e fez aumentar as mortes, o feitiço tende a virar contra o feiticeiro, exatamente como em 2014: o fracasso do #NãoVaiTerCopa em inviabilizar a Copa das Maracutaias deixou como saldo o desperdício de rios de dinheiro na implantação de uma infra-estrutura quase sempre superfaturada e inaproveitável, bem como o pior vexame do futebol brasileiro em toda a sua história.

A decepção subsequente foi tamanha que alavancou poderosamente o #ForaDilma, este vitorioso.

Há enorme chance de um novo #NãoVaiTerCopa, vitorioso ou não, abrir caminho para o deslanche definitivo do #ForaBolsonaro, fundamental para evitar que outras centenas de milhares de brasileiros morram entre o momento atual e o primeiro dia de 2023, quando teoricamente se dará a posse do novo presidente da República (caso o caos não chegue antes disso, levando de roldão o calendário eleitoral y otras cositas más…)

O genocida, que detesta o Chico Buarque, deveria ouvir com atenção uma de suas canções. Aquela que diz: “Deixe em paz meu coração/ Que ele é um pote até aqui de mágoa/ E qualquer desatenção, faça não/ Pode ser a gota d’água“.

Mas, confirmando Eurípedes, duvido que ele volte atrás e aja, desta vez, com bom senso … pois sua loucura não permitirá! (por Celso Lungaretti, jornalista militante, editor do site Náufrago da Utopia)

Direto da Redação é um fórum de debates publicado no Correio do Brasil pelo jornalista Rui Martins.

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