Administração Penitenciária bate recorde de apreensão de celulares

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Publicado terça-feira, 4 de junho de 2019 as 14:15, por: CdB

Responsável pela viabilização dos postos de trabalho para os internos do Rio de Janeiro, a Fundação Santa Cabrini, ligada à Seap, também foi reformulada em 2019, com uma nova presidência e diretrizes.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Tolerância zero para as práticas ilícitas e mais dignidade para os cerca de 53 mil internos que hoje ocupam os presídios do Rio de Janeiro. Estes são os principais objetivos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que é comandada pelo coronel da Polícia Militar, Alexandre Azevedo.

Em cinco meses de gestão, a pasta já bateu um recorde no Estado: 5,2 mil aparelhos celulares foram apreendidos

Em cinco meses de gestão, a pasta já bateu um recorde no Estado: 5,2 mil aparelhos celulares foram apreendidos durante as revistas nas unidades fluminenses. O trabalho faz parte do plano de reorganização dos presídios, onde a atuação é feita em três frentes.

– Hoje, temos uma população carcerária que está entendendo quais são as regras no Estado. Nós vamos buscar o que é de direito dos internos e a dignidade para a sua família. Mas os deveres são cobrados. Neste primeiro momento, a resposta foi tão forte que, em cinco meses, 5,2 mil celulares foram apreendidos. Inauguramos também a Operação Iscariotes, através de observações de servidores penitenciários e o trabalho de inteligência, para cortar do quadro os servidores que não honram o uniforme. O resultado disso é que 9 servidores foram presos esse ano contra nenhuma prisão no ano passado. Outro ponto que incluímos é a revista aos familiares dos internos, que algumas vezes não entendem que, quando atravessam algum material ilícito ou não permitido na unidade prisional, está prejudicando o seu familiar. Só em 2019, 16 familiares foram conduzidos à delegacia – explicou o secretário Alexandre Azevedo.

Ainda segundo o secretário, a Seap também foi contemplada com equipamentos adquiridos pelo Gabinete de Intervenção Federal (GIF).

– A intervenção ajudou na questão da reestruturação dos equipamentos para a Administração Penitenciária. Já recebemos armas não letais para o uso da tropa, o Spark, e ainda chegarão colchões e uniformes – explicou o coronel.

Ressocialização dos internos

Responsável pela viabilização dos postos de trabalho para os internos do Rio de Janeiro, a Fundação Santa Cabrini, ligada à Seap, também foi reformulada em 2019, com uma nova presidência e diretrizes.

– Só nesta primeira organização da Fundação, saltamos de 700 internos para mil que já estão trabalhando. Depois, avançamos para a Prefeitura e assinamos um decreto, que está em fase de regulamentação, onde serão abertos postos de trabalho, cerca de 1.700, visando o interno em fase final de processo de reinserção social. Nossa ideia é viabilizar, através de lei ou de decreto, a abertura obrigatória de postos de trabalho para os nossos internos em final de ciclo. Isso representa a vida dele livre, de forma mais ativa, além de uma economia de recursos para o Estado. Isso é promover uma reinserção social de fato. O trabalho é muito importante. O interno deve ter como se sustentar e sustentar a família para prover os seus com o dinheiro lícito – afirmou o secretário.

Operação

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), com apoio da Corregedoria Geral (Coinpol), realiza na manhã desta terça-feira, a primeira fase da “Operação Nickel” para cumprir mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa que atua na contravenção do jogo do bicho e exploração de máquinas caça-niquel. A ação visa ainda o sequestro de cerca de R$ 7 milhões em bens e o bloqueio de contas do um policial civil ligado à contravenção e outros integrantes do bando.

De acordo com a diretora do Departamento, delegada Patricia Alemany, as investigações tiveram início há cerca de três meses e apontaram que a quadrilha praticava crimes de lavagem de dinheiro usando empresa de fachada e pessoas físicas com objetivo de ocultar o dinheiro proveniente da contravenção. Os agentes, coordenados pelos delegados Thiago Neves e André Timoni, analisaram mais de 5 milhões de contas dos membros da organização com base em um relatório do Ministério Público Estadual sobre movimentação financeira suspeita nas contas.

O levantamento realizado pelo DGCOR-LD constatou que em apenas umas das empresas de fachada investigadas houve movimentação de aproximadamente R$ 2,5 milhões, no período de oito meses.

Durante a ação serão cumpridos seis mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas correntes e aplicações financeiras de todos os investigados e das empresas analisadas, além da decretação do sequestro e indisponibilidade de sete imóveis avaliados em cerca de R$ 7 milhões.

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