Aécio Neves apela contra PGR após mudar foro em processo por corrupção

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Publicado quinta-feira, 25 de abril de 2019 as 15:06, por: CdB

Relator do caso, o ministro Ricardo Lewandowski analisará o pedido. De acordo com delatores da Odebrecht, o então senador teria solicitado na campanha de 2014 um valor de R$ 6 milhões em doações em benefício dele e de aliados políticos.

 

Por Redação – de Brasília

 

Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento das investigações de suposto caixa 2 envolvendo o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). Ela apontou a necessidade de envio do restante da apuração (sobre corrupção e lavagem de dinheiro) à Justiça Federal de Minas Gerais.

Ex-presidente do PSDB, Aécio Neves responde a processos na Justiça Federal por corrupção
Ex-presidente do PSDB, Aécio Neves responde a processos na Justiça Federal por corrupção

Relator do caso, o ministro Ricardo Lewandowski analisará o pedido. De acordo com delatores da Odebrecht, o então senador teria solicitado na campanha de 2014 um valor de R$ 6 milhões em doações em benefício dele e de aliados políticos.

Na avaliação de Raquel Dodge, o conjunto de provas coletadas até aqui “é bastante consistente e aponta para a prática, em tese, de crimes de corrupção ativa e passiva qualificadas, de lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

“O esforço investigativo realizado no bojo do presente inquérito permitiu que importantes passos rumo à elucidação dos fatos investigados fossem dados. Entretanto, o completo esclarecimento dos fatos ainda demanda novas diligências, e, assim, a continuidade das investigações”, observou a procuradora, no processo.

Manobra

O STF decidiu no mês passado que crimes como corrupção e lavagem devem ser julgados na Justiça Eleitoral se estiverem relacionados a caixa 2 de campanha. A defesa de Aécio pede que as investigações sejam encaminhadas para a Justiça Eleitoral de Belo Horizonte.

Para o criminalista Alberto Zacharias Toron, defensor do tucano, a procuradora tenta uma “manobra inaceitável” para evitar que o processo vá para a Justiça Eleitoral.

— É triste dizer, mas é uma tentativa escancarada de não apenas se contrapor, mas se sobrepor à decisão do Supremo Tribunal Federal. É lamentável. Ela pede artificialmente o arquivamento de eventual crime eleitoral e com isso mandar o caso para a Justiça Federal sem suporte algum — concluiu, em entrevista a jornalistas.

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