Agora é outubro

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Publicado terça-feira, 5 de junho de 2018 as 09:11, por: CdB

O bom senso indica que na ordem natural das coisas a grande preocupação do movimento sindical (atormentado pelos efeitos nefastos da lei celerada e confortado por sua criminalização pela OIT) deve ser a participação no processo eleitoral que já se encontra a pleno vapor apesar do cronograma legal

Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo:

Pouca ou quase nenhuma importância têm as análises do que aconteceu recentemente ou do que anda acontecendo, se elas não apontarem esta necessidade de participação.

Em cada campanha eleitoral o movimento deve se articular para, com a proximidade ao candidato

As próximas eleições gerais em outubro vão definir o quadro institucional em; que se travarão as lutas futuras a partir da correlação de forças democraticamente aferida pelas urnas.

E, deste ponto de vista, as eleições gerais exigem que o movimento se preocupe com todos os cargos em disputa ainda; que formalmente não se deva falar de uma “chapa” única porque o voto não é vinculado e as entidades têm simpatias e orientações diversas.

Vejamos o exemplo da revogação da lei celerada. Não basta; que o candidato a presidente assim se posicione, embora isto seja muito importante. É preciso garantir também uma correlação de forças na futura Câmara dos Deputados; e no futuro Senado favorável a tal intenção.

De modo semelhante devemos raciocinar a respeito da manutenção da política de valorização do salário mínimo; o que nos obriga a nos preocuparmos também com as bancadas estaduais de deputados; e com os governadores a serem eleitos (no caso dos salários mínimos regionais, por exemplo).

Movimento sindical

Sem partidarismos o movimento sindical deve escolher, desde já; um conjunto de candidatos a serem apoiados e, mais que apoiados; que contem com o suporte orgânico e com a experiência do movimento sindical.

Estes candidatos pertencentes aos mais diversos partidos (e que não constituem o que se chama uma “bancada sindical”); devem ter um ponto em comum: sua simpatia e seu comprometimento; com a agenda prioritária e unitária do movimento sindical apresentada à sociedade (aos candidatos e aos eleitores) pelas centrais sindicais.

Em cada campanha eleitoral o movimento deve se articular para, com a proximidade ao candidato; reforçar o peso de nossa participação e garantir nossa influência na vitória.

João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.

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