AIEA teria encontrado vestígios radioativos em instalações do Irã, diz jornal

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Publicado sábado, 6 de fevereiro de 2021 as 11:18, por: CdB

No ano passado, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) detectaram rastros de substâncias radioativas nas amostras coletadas em duas instalações iranianas, informa The Wall Street Journal citando três diplomatas.

Por Redação, com Sputnik – de Teerã

No ano passado, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) detectaram rastros de substâncias radioativas nas amostras coletadas em duas instalações iranianas, informa The Wall Street Journal citando três diplomatas.

AIEA teria encontrado vestígios radioativos em instalações do Irã

No entanto, os diplomatas anunciaram que não sabem ao certo quais substâncias foram encontradas.

Informa-se que a AIEA ainda não apresentou um relatório sobre suas descobertas aos Estados-membros. Neste momento, a agência está solicitando explicações do Irã quanto aos materiais detectados, o que é uma prática padrão nestes casos, segundo um dos interlocutores da mídia.

Anteriormente, o representante oficial do governo iraniano Ali Rabiei anunciou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% no complexo nuclear subterrâneo de Fordow, em consequência de aprovação pelo parlamento de uma lei que prevê a produção anual de, pelo menos, 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

Centrífugas de novas gerações

Além disso, a lei implica a entrada em funcionamento em três meses de centrífugas de novas gerações: mil centrífugas IR-2M e pelo menos 174 centrífugas IR-6, com o aumento destas também para mil unidades em um ano.

Entretanto, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) prevê apenas a utilização de centrífugas de primeira geração IR-1 e o enriquecimento de urânio ao nível de 3,67%.

O JCPOA foi celebrado em 2015, mas não chegou a três anos de existência. Em 2018, a administração norte-americana de Donald Trump anunciou sua saída unilateral do JCPOA, alegando violação do acordo nuclear por parte do Irã, apesar de inspeções internacionais confirmarem o cumprimento por este país, e o retorno à política de “pressão máxima” contra a nação persa. Isso levou Teerã a aumentar gradualmente a produção de urânio enriquecido.