Ainda sem companheiro de chapa, Alckmin responde a denúncia por corrupção

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Publicado terça-feira, 24 de julho de 2018 as 15:16, por: CdB

Alckmin, na realidade, tem precisado mais dos serviços de seus advogados. O Ministério Público o tem questionado sobre crimes eleitorais cometidos ao longo de sua carreira política.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Na nova conversa que o empresário Josué Gomes (PR) teve com o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira, avisou que não será candidato a vice do tucano. Filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, Josué Gomes se comprometeu, porém, a ajudar na campanha do ex-governador.

O pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB)

Alckmin, na realidade, tem precisado mais dos serviços de seus advogados. O Ministério Público o tem questionado sobre crimes eleitorais cometidos ao longo de sua carreira política. Enquanto garante o apoio do PR, partido de Josué, segue garantido a Alckmin. Mas, com a decisão do empresário, a discussão sobre o candidato a vice voltará ao DEM.

Na noite passada, depois do encontro entre Josué e Alckmin, interlocutores do “Centrão” (PP, DEM, PR, PRB e SD) pediram uma última chance para tentar convencer o empresário a aceitar o convite, após a negativa ao ex-governador. Não resolveu. O empresário recusou-se a seguir adiante na proposta.

Notificação

Josué terá, ainda, uma conversa com petistas, nas próximas horas. O PT quer trazê-lo para a chapa com o governador mineiro, Fernando Pimentel, candidato à reeleição.

No plano jurídico, ex-governador de São Paulo precisou se explicar, nesta terça-feira. Ele garante que seus advogados prestarão “todas as informações” que forem solicitadas pelo Ministério Público no inquérito em que é investigado por suspeita de improbidade administrativa por suposto caixa 2 eleitoral da Odebrecht. Adiantou, porém, que ainda não foi notificado sobre convocação para prestar depoimento no caso.

Alckmin será convocado a depor pelo MP estadual de SP no inquérito que investiga suspeita de pagamento de R$ 10,3 milhões da Odebrecht em caixa 2 nas campanhas do tucano em 2010 e 2014 ao governo de São Paulo.

Sigilo

O depoimento, agendado para 15 de agosto, será o primeiro de Alckmin sobre as delações da Odebrecht no âmbito das investigações da operação Lava Jato.

— Eu não tive nenhuma informação sobre isso, mas prestarei todas as informações. Todas, todas, todas. Aliás, é dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas dos seus atos — disse Alckmin a repórteres quando indagado sobre a convocação para depor, após participar de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), na capital paulista.

Questionado se a investigação poderia atrapalhar sua campanha à Presidência, Alckmin rejeitou essa possibilidade:

— Não, não.

A investigação contra Alckmin segue sob sigilo da Justiça.

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