Ajuste nos investimentos deixa o mercado de ações cauteloso

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Publicado quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 as 17:34, por: CdB

A ausência de um noticiário mais positivo dava respaldo ao ajuste no mercado de ações, depois do recente rali; que levou o índice a renovar máximas recordes ao longo de 11 altas seguidas.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O principal índice da bolsa paulista mostrava fraqueza nesta quarta-feira, dando continuidade ao movimento de ajuste iniciado na véspera, depois de registrar recordes de alta neste início de ano. Às 11h51, o Ibovespa caía 0,5%, a 78.470 pontos. O giro financeiro era de R$ 1,5 bilhão.

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A ausência de um noticiário mais positivo dava respaldo ao ajuste neste pregão depois do recente rali; que levou o índice a renovar máximas recordes ao longo de 11 altas seguidas. Rompeu, inclusive, o patamar dos 79 mil pontos.

Entretanto, agentes de mercado mantém um viés positivo para o mercado de ações, avaliando o ajuste apenas como temporário, diante da manutenção das perspectivas otimistas para o exterior, assim como para o cenário interno.

Eleições

No front local, a perspectiva segue de recuperação da economia e de juros baixos, cenário favorável para o mercado de renda variável. Mais cedo, os números da inflação oficial do país mostraram aumento de preços acima do esperado em dezembro, embora não suficientes para alterar as perspectivas de médio prazo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,44% em dezembro e fechou o ano com inflação acumulada de 2,95%. Os números vieram um pouco acima do esperado em pesquisa Reuters, de alta de 0,30% no mês e de 2,80% em 12 meses.

“Internamente, tivemos IPCA mais forte que esperado e o noticiário político-econômico não traz novidade fiscal nem de reformas. O que se fala é de corrida presidencial envolvendo figuras que deveriam estar só pensando na reforma”, escreveram os analistas da corretora Lerosa Investimentos em relatório a clientes.

Em queda

O dólar registrava leves oscilações ante o real nesta quarta-feira, com os investidores influenciados pelo cenário externo e, ao mesmo tempo, fluxos de venda de exportadores. Às 10h55, o dólar avançava 0,01%, a R$ 3,2468 na venda, depois bater R$ 3,2564 na máxima do dia. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,10%.

— A moeda (norte-americana) abriu em alta e já acima de R$ 3,25, mas daí exportadores entraram vendendo — afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

No exterior, o dólar tinha forte queda ante uma cesta de moedas. Esta foi provocada depois da informação de que a China estaria pronta para reduzir suas compras de Treasuries dos Estados Unidos. A moeda norte-americana, entretanto, subia ante algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca.

Cautela

Para Silva, o dólar deve ficar oscilando pouco; pelo menos até a semana do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O acontecimento político tem atraído as atenções dos mercados financeiros.

O ex-presidente será julgado, no dia 24 de janeiro, em segunda instância pelo caso do tríplex no Guarujá; pelo qual foi condenado a mais de nove anos de prisão. Os investidores apostavam que a decisão será confirmada; o que pode tirá-lo da corrida eleitoral deste ano.

Os investidores também estavam cautelosos diante das negociações do governo para conseguir aprovar a reforma da Previdência no Congresso.

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