AL: para FMI os BCs têm chance de confrontar economias fracas

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Publicado terça-feira, 29 de outubro de 2019 as 10:42, por: CdB

O credor global prevê que a América Latina e o Caribe crescerão 0,2% este ano e 1,8% em 2020.

Por Redação, com Reuters – de Bogotá

Os países latino-americanos ainda têm a chance de mitigar a fraqueza econômica que muitos deles estão sofrendo com os cortes nas taxas de juros, mas suas opções fiscais são limitadas, afirmou nesta segunda-feira uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O credor global prevê que a América Latina e o Caribe crescerão 0,2% este ano e 1,8% em 2020
O credor global prevê que a América Latina e o Caribe crescerão 0,2% este ano e 1,8% em 2020

A organização multilateral alertou para o risco de menor crescimento global em meio a guerras comerciais e incerteza sobre as políticas econômicas em alguns países.

O credor global prevê que a América Latina e o Caribe crescerão 0,2% este ano e 1,8% em 2020.

Os números regionais de inflação próximos às expectativas dão às autoridades espaço para reagir em quase todos os países da América Latina, onde o crescimento está abaixo da taxa de juros considerada neutra em cada país, disse o diretor do FMI para o hemisfério ocidental, Alejandro Werner, em um evento em Bogotá.

– A política monetária pode continuar sendo uma alavanca importante para enfrentar cenários negativos em relação ao que estamos esperando para os próximos anos, para que haja mais espaço para a parte da política monetária – disse Werner.

– Caso seja necessário, basicamente (os bancos centrais) reagem se a economia mostrar uma certa anemia – acrescentou.

Em termos fiscais, a região é limitada devido aos altos níveis de dívida, grande parte em moeda estrangeira, o que aumenta o risco no caso de movimentos cambiais, acrescentou.

– As autoridades fiscais devem encontrar a velocidade necessária para a consolidação fiscal, a fim de não gerar um impacto tão forte no curto prazo, mas devem enviar sinais de consolidação no médio prazo, para que as condições de acesso aos mercados financeiros continuem favoráveis ao setor privado e ao próprio governo – afirmou Werner.

FMI aponta fatores de declínio

O forte declínio nas estimativas do Fundo Monetário Internacional para o crescimento econômico da América Latina em 2019 resultou em grande parte de “fatores temporários”, incluindo condições climáticas adversas, enquanto a incerteza política nas maiores economias também pesou sobre as estimativas.

Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, escreveu em julho que a produção mostrou queda, com fatores climáticos afetando a produção de minério no Chile e a produção agrícola no Paraguai, enquanto a atividade de mineração no Brasil desacelerou após um desastre na barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Uma sub-execução orçamentária, greves trabalhistas e escassez de combustível também pressionaram o crescimento econômico do México, escreveu Werner. Na semana passada, o FMI reduziu sua expectativa de crescimento econômico para 2019 na América Latina em mais da metade para 0,6%, em relação à estimativa de aumento de 1,4% registrada apenas três meses antes.

Na época, o FMI disse que o Brasil deverá crescer apenas 0,8%, de 2,1% estimado há três meses e deve acelerar para 2,4% em 2020, “assumindo que uma reforma previdenciária robusta seja aprovada, a confiança seja retomada, os investimentos se recuperem e a política monetária permaneça frouxa”, segundo Werner.

O México, que agora cresce 0,9% este ano, ante 1,6% na estimativa anterior, deverá acelerar para 1,9% em 2020 “à medida que as condições se normalizarem”.

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