Al Qaeda pretendia matar empresário australiano

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado quinta-feira, 5 de junho de 2003 as 00:00, por: CdB

Controverso magnata da mineração australiana e rabino judeu ortodoxo Joe Gutnick disse na quinta-feira (horário local) que ele era alvo de um plano de assassinato da Al Qaeda antes dos ataques do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Apelidado de “Diamond Joe”, o empresário de Melbourne afirmou que a polícia federal da Austrália disse a ele no final do ano passado que um militante ligado a Al Qaeda planejava explodir sua casa, sinagoga ou escritórios de sua companhia.

“Fiquei surpreso e aterrorizado”, disse Gutnick ao jornal The Australian.

Gutnick, um importante contribuinte da direita israelense que acredita-se tenha doado 10 milhões de dólares australianos (sete milhões de dólares) à campanha de 1996 do ex-primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, disse não saber porque seria um alvo.

– Se você está lidando com maníacos, então pode ser por um monte de razões – disse à rádio Australian Broadcasting Corp.

Um porta-voz da polícia federal australiana disse que o assunto está “relacionado a um caso atual no tribunal”. “Não podemos fazer qualquer comentário no momento”, acrescentou o porta-voz.

Em novembro passado, a polícia australiana prendeu dois australianos de origem britânica acusados de planejar explodir prédios diplomáticos israelenses em 2000.

Jack Roche, 49, um muçulmano convertido, está sendo julgado na província da Austrália Ocidental.

O plano contra Gutnick foi descoberto pela principal agência de espionagem do país, a Organização de Segurança e Inteligência Australiana (Asio, na sigla em inglês), durante buscas a muçulmanos suspeitos de ligação com o grupo militante do Sudeste Asiático Jemaah Islamiah.

O Jemaah Islamiah, que acredita-se ter relações com a Al Qaeda, é suspeito de ter organizados os ataques em Bali, Indonésia, em outubro passado, que matou cerca de 200 pessoas.