Alckmin fracassa em manter unida a base eleitoral com partidos do ‘blocão’

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Publicado segunda-feira, 20 de agosto de 2018 as 17:13, por: CdB

Em vídeo divulgado por Haddad, Ciro Nogueira, presidente do PP e aliado de Alckmin, aplaude o candidato petista, Fernando Haddad, faz o sinal do “L” e diz que está “lutando ao lado de Lula”. “Lula presidente”, afirma.  No dia 26 de julho, ele estava ao lado de Alckmin na mesa em que foi anunciado o apoio dos partidos do centrão, incluindo o PP, à candidatura do ex-governador paulista.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Com a campanha eleitoral ainda no começo, a candidatura presidencial do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) já percebe que será longa a jornada até as urnas, em 7 de outubro deste ano. Na coligação que sustenta seu nome, é visível o grau de traição dos candidatos que integram o ‘Blocão’, como se autodenomina o agrupamento de partidos do arco da direita que se uniu aos tucanos.

Alckmin e Ana Amélia fizeram suas fortunas render ao longo dos últimos quatro anos
Alckmin (PSDB) tem a vice Ana Amélia, do PP, mas presidente da legenda apóia Lula

Presidente do PP, um dos principais partidos da coligação com a presença da senadora Ana Amélia enquanto vice na chapa tucana, o senador Ciro Nogueira (PI) participou de uma caminhada em Teresina, com o petista Fernando Haddad, vice-presidente na chapa de Lula, e Wellington Dias (PT), que disputa a reeleição para governador.

Em vídeo divulgado por Haddad, Nogueira destaca a presença do ex-prefeito de São Paulo, faz o sinal do “L” e diz que está “lutando ao lado de Lula”. “Lula presidente”, afirma.  No dia 26 de julho, ele estava ao lado de Alckmin na mesa em que foi anunciado o apoio dos partidos do centrão, incluindo o PP, à candidatura do ex-governador paulista.

Adversários

O episódio sinaliza que o tucano terá dificuldades em transformar em votos o suposto apoio negociado com os partidos da base que também sustenta o que restou do governo Temer. Pesquisa realizada por um dos diários conservadores paulistanos, recém-publicada, mostra que metade dos aliados de Alckmin estará ao lado de coligações regionais que apoiam presidenciáveis adversários. De 216 diretórios estaduais, somente 96 apoiarão o ex-governador.

Alckmin também recebeu, nesta segunda-feira, a notícia de que o MDB, legenda do ex-ministro da Fazenda e agora presidenciável, Henrique Meirelles, questionou no TSE possíveis falhas na burocracia de registro da chapa do PSDB. O partido de Michel Temer quer anular as alianças e diminuir o tempo de TV de Alckmin, o ativo mais relevante de sua campanha.

Alckmin é o líder em tempo de TV na propaganda eleitoral. Ele terá direito a 11 minutos diários, o que representa 44% do total disponibilizado aos candidatos.

Aparição tímida

Na sequência vem o PT, com 4min44s para apresentar seu candidato. O partido tenta manter o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas pode ser inviabilizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Líder nas pesquisas de intenção de voto sem o petista, Bolsonaro terá só 9 segundos por dia para expor sua propaganda.

Os postulantes ao Planalto divulgarão seus planos de governo duas vezes ao dia, em blocos de 12min30s. Eles ainda têm direito a 28 inserções diárias de 30 segundos durante toda a campanha, divididos de acordo com as coligações e a representatividade no Congresso dos partidos a que se aliaram.

O PSDB, de Alckmin fará 433 inserções durante toda a campanha, seguido pelo PT com 185 inserções. O 2º maior tempo de propaganda deve ser a oportunidade dos petistas de tornar conhecido o provável substituto de Lula nas pesquisas. Fernando Haddad ainda tem aparição tímida e não tem penetração nacional.

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