Alckmin quer chegar ao segundo turno no lugar de Bolsonaro

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Publicado segunda-feira, 17 de setembro de 2018 as 16:27, por: CdB

Alckmin quis demonstrar, durante a entrevista, semelhanças entre Bolsonaro e o PT. Ele afirmou que o candidato do PSL, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto ao Planalto, tem o mesmo “DNA” petista.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin quer chegar ao segundo turno com os votos da direita que passam a rejeitar o candidato neofascista Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o tucano, votar em Bolsonaro será carimbar o “passaporte” para o retorno do PT ao governo federal.

Alckmin
Geraldo Alckmin deixou o governo de São Paulo para candidatar-se à Presidência da República

— O Bolsonaro, se fosse para o segundo turno, será o passaporte para a volta do PT — disse Alckmin, em entrevista coletiva a agências internacionais e correspondentes estrangeiros na sede do PSDB, em Brasília.

Adversário

Na entrevista, o tucano reforçou que a estratégia de campanha da aliança, nos próximos 20 dias, é tentar mostrar ao eleitorado que há 2 “descaminhos muito ruins” para o país, um representado por Bolsonaro, quem disse não ter uma “clareza sobre propostas”; e o PT, que teria levado o país a um resultado de total desequilíbrio das contas públicas e a 13 milhões de desempregados.

Alckmin quis demonstrar, durante a entrevista, semelhanças entre Bolsonaro e o PT. Ele afirmou que o candidato do PSL, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto ao Planalto, tem o mesmo “DNA” petista, por fazer defesa das corporações.

— O próprio voto do Bolsonaro sempre foi muito próximo do PT — afirmou o tucano, ao citar o fato de o adversário ter votado contra a criação do Plano Real; a quebra do monopólio de exploração do petróleo e contra a adoção do Cadastro Positivo.

Agenda

Questionado sobre o fato de estar estagnado nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, Alckmin disse que não vai mudar a estratégia de campanha na reta final para o primeiro turno e que tampouco haverá uma ação específica para um determinado Estado.

— Não tem nenhum Estado específico, ainda faltam alguns Estados do Nordeste, devo ir à Bahia — disse ele, após relatar a agenda de viagens dos últimos dias.

O tucano disse que pesquisa eleitoral é um “retrato de momento”, que o processo de disputa por votos é dinâmico e repetiu que a definição do voto do eleitorado vai ocorrer próximo ao primeiro turno.

Alckmin não quis fazer qualquer prognóstico do PSDB fora do segundo turno ao ser questionado sobre se o partido poderia ficar neutro na segunda etapa, caso a disputa ocorresse entre o PT, representado por Fernando Haddad, e Jair Bolsonaro.

— O PSDB irá ao segundo turno — prevê.

Emprego e renda

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira colocou o tucano como o quarto candidato na disputa eleitoral, empatado tecnicamente com a candidata da Rede, Marina Silva. O candidato disse que, se eleito, vai procurar fazer logo reformas para retirar o Brasil da rota de recessão e destacou que o PSDB tem “serviços prestados ao Brasil”.

— Vamos procurar e levar propostas, a situação é grave, o Brasil não pode errar de novo e tem pressa para recuperar a economia, emprego e renda — disse.

Não bastasse o confronto direto agora, com o adversário tucano, Bolsonaro recebeu também uma dura crítica do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. O magistrado rebateu os questionamentos do representante neofascista à confiabilidade da urna eletrônica. Toffoli afirmou ser “lenda urbana” que a Corte atue para conter a Lava Jato.

— Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) sempre deu suporte à Lava Jato. Vamos parar com essa lenda urbana, com esse folclore, o Supremo Tribunal Federal nunca deu uma decisão que parasse a Lava Jato ou outras investigações — afirmou o ministro ao ser questionado sobre decisões da Corte com potencial de afetar a operação.

Saci-pererê

O ministro destacou, porém, que o que o Supremo tem feito é atuar para dar parâmetros legais às investigações e garantir o devido processo legal “em alguns casos que eventualmente necessitem dessa intervenção. Quando as investigações se mostram abusivas, elas são, como devem ser, tolhidas pelo Judiciário, que é o que garante direitos individuais e fundamentais”.

A respeito de afirmações recentes de Bolsonaro, que levantou suspeitas de possível fraude nas urnas eletrônicas durante a votação, Dias Toffoli respondeu que “a urna é 100% confiável”.

— A respeito disso, eu digo apenas que ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica — disse Toffoli sobre as suspeitas levantadas pelo candidato.Os sistemas são abertos a auditagem para todos os partidos políticos seis meses antes da eleição, para todos os candidatos e para a Ordem dos Advogados do Brasil — garantiu o presidente do STF.

Ele ressaltou ainda que pela primeira vez as eleições no Brasil serão acompanhadas por observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA).

— Tem gente que acredita em saci-pererê — completou o ministro, a respeito das suspeitas sobre a urna.

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