Álcool e futebol representam desafio para a Copa do Mundo no Qatar

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Publicado quarta-feira, 25 de dezembro de 2019 as 12:36, por: CdB

O Qatar vai levar em conta o feedback dos torcedores que foram ao Mundial de Clubes deste ano para buscar maneiras de melhor servir ao público na Copa do Mundo de 2022.

Por Redação, com Reuters – de Doha

O Qatar vai levar em conta o feedback dos torcedores que foram ao Mundial de Clubes deste ano para buscar maneiras de melhor servir ao público na Copa do Mundo de 2022, mas as diferenças culturais podem ser um desafio difícil de ser superado.

Beber e fazer festa pode ser um conceito desafiador em um país com rígidas restrições ao consumo de álcool
Beber e fazer festa pode ser um conceito desafiador em um país com rígidas restrições ao consumo de álcool

O primeiro “teste” para a Copa do Mundo de 2022 no Qatar terminou no fim de semana passado, com a vitória do Liverpool sobre o Flamengo na final.

Do ponto de vista dos torcedores, o feedback deve ser um misto de elogio pela infraestrutura e preocupações com o “fator diversão”.

Restrições

Beber e fazer festa pode ser um conceito desafiador em um país com rígidas restrições ao consumo de álcool e pouca tolerância a alvoroços.

– Agora se trata muito mais de pessoas do que de tijolos e argamassa – disse em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters o diretor do comitê organizador da Copa do Mundo do Qatar, Hassan Al Thawadi.

– Estamos olhando para os torcedores aqui nesse evento como parceiros, para nos educar e ensinar se nosso planejamento funcionou ou não, no que podemos melhorar, o que não funciona e o que precisamos eliminar por completo.

O Mundial de Clubes atraiu cerca de 13 mil torcedores brasileiros, assim como milhares de apoiadores do Liverpool de todas as partes do mundo. Torcedores mexicanos, sauditas e tunisianos também compareceram para apoiar seus times na competição.

– Todas as instalações parecem de primeira linha. Os estádios são o estado da arte, tudo é o estado da arte aqui – disse Adnan Vola, torcedor do Liverpool, que viajou desde o Reino Unido.

Vestido com a camisa vermelha e amarela de seu time Esperance, o torcedor tunisiano Ahmed Ali disse, porém, que os qataris vão precisar mudar seu jeito de ser para poder satisfazer os torcedores do mundo todo que estão acostumados a se reunir em grande número para beber e cantar antes dos jogos.

– Eu acho que eles precisam ser um pouco mais abertos. Você vai ter times vindos de Inglaterra, Alemanha, França, América do Sul, vai saber. Eles precisam ser um pouco mais abertos.

A venda de álcool no Qatar está limitada a um punhado de hotéis que têm permissão para operar bares, mas para o Mundial de Clubes, os organizadores criaram uma área para torcedores, em um clube de golfe, na qual foi possível comprar cerveja a preços mais amigáveis do que nas hospedagens de luxo.

Os torcedores seguiram então de ônibus da área para o estádio, onde álcool não estava à venda.

A expectativa é que mais zonas para torcedores sejam criadas para a Copa do Mundo, incluindo shows de música e outras atrações, de modo a encorajar a ida dos visitantes para tais áreas.

A possibilidade da venda de cerveja nos estádios, porém, ainda não foi completamente descartada. “Isso está sendo discutido, mantendo-se em mente que não é parte de nossa cultura, mas a hospitalidade é”, disse Al Thawadi.

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