Alemanha: combate a crimes de ódio rende ameaças de morte a ministra

Arquivado em: Destaque do Dia, Internet, Redes Sociais, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 27 de dezembro de 2019 as 12:08, por: CdB

Chefe da pasta da Justiça da Alemanha vem sofrendo intimidações nas redes sociais por projeto de lei prevendo o fornecimento de senhas de suspeitos de crimes de ódio. Social-democrata se declara inabalada.

Por Redação, com DW – de Berlim/Washington

A ministra alemã da Justiça, Christine Lambrecht, propôs uma lei para combater os crimes de ódio na internet, prevendo que, em casos isolados, plataformas online possam ser forçadas a fornecer as senhas de usuários sob investigação.

Combate a crimes de ódio rende ameaças de morte a ministra
Combate a crimes de ódio rende ameaças de morte a ministra

Como revelou Lambrecht na edição de quinta-feira do jornal Handelsblatt, a iniciativa colocou na mira de criminosos: “A discussão das senhas resultou em que eu fosse maciçamente ameaçada, em relação à vida e à integridade física.” No entanto, assegurou, com isso não se conseguirá intimidá-la, antes pelo contrário.

Segundo a política social-democrata, as ameaças chegam a ela “pelos caminhos mais diversos”, como, por exemplo, o Facebook, e “essa não é a forma de se lidar com uma questão objetiva”. Colocar contra o paredão, pendurar na árvore mais próxima, colocar na câmara de gás, desejar estupro em massa: nada disso tem qualquer coisa a ver com liberdade de expressão, criticou.

Lambrecht acredita que, em tais casos, e Estado de direito tem que “mostrar claramente onde ficam os limites, onde começa o direito penal”, portanto ela encaminha às autoridades policiais toda ameaça que considere passível de pena.

O projeto de lei

O projeto de lei da ministra da Justiça visa enfrentar os crimes de ódio na internet obrigando redes sociais como Facebook e Twitter a denunciar aos órgãos competentes as incitações à violência e ameaças. Para permitir a identificação dos perpetradores, os investigadores poderão também exigir o fornecimento de senhas armazenadas em forma codificada.

Políticos de oposição e associações tacham tais planos de ingerência despropositada na esfera privada. O Ministério da Justiça contra-argumenta não se tratar de uma ampliação de sua autoridade, mas sim de uma maior especificação, já que num momento futuro um juiz terá que ordenar o fornecimento dos dados.

Rastrear drones

O principal regulador da aviação dos EUA propôs na quinta-feira uma regra que permitiria o rastreamento remoto da maioria dos drones no espaço aéreo dos EUA.

A Federal Aviation Administration (FAA) disse que a regra proposta exigiria que todos os drones que operam nos Estados Unidos fossem compatíveis dentro de três anos.

O Congresso instruiu a FAA em 2016 a emitir regulamentos ou orientações até julho de 2018 para permitir que o público, a FAA, a polícia e outras pessoas rastreiem e identifiquem remotamente drones e seus operadores durante o voo.

Já começou a corrida para as empresas criarem frotas de drones como um complemento para varejistas online.

A United Parcel Service disse em outubro que obteve a primeira aprovação completa para operar uma empresa de drones, o que lhe deu a liderança no negócio de entrega de drones, no qual compete com Amazon.com e Alphabet.

No começo do ano, a Wing, da Alphabet, também dona do Google, foi a primeira a obter a certificação de transportadora aérea dos EUA para uma operação de drone monopiloto. Ela está testando entregas em domicílio em uma área rural na Virgínia.

A Amazon também ganhou certificações experimentais para testar seus drones.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *