Alemanha e França pressionam por conversas sobre reforma da OMS

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Publicado quarta-feira, 19 de agosto de 2020 as 13:24, por: CdB

Alemanha e França querem dar mais dinheiro e poder à Organização Mundial da Saúde (OMS), já que a pandemia de covid-19 sublinhou as debilidades financeiras e legais de longa data da agência das Nações Unidas.

Por Redação, com Reuters – de Berlim/Genebra

Alemanha e França querem dar mais dinheiro e poder à Organização Mundial da Saúde (OMS), já que a pandemia de covid-19 sublinhou as debilidades financeiras e legais de longa data da agência das Nações Unidas, mostrou um documento interno visto pela agência inglesa de notícias Reuters.

Logo da Organização Mundial de Saúde em Genebra
Logo da Organização Mundial de Saúde em Genebra

As reformas propostas já poderiam ser debatidas na OMS em meados de setembro, disseram à Reuters três autoridades a par do assunto, um cronograma acelerado que confirmaria as preocupações crescentes das duas potências europeias com a organização, que também consideram submissa demais a influências externas.

Em um documento conjunto que circulou entre diplomatas envolvidos nas conversas sobre reformas, Berlim e Paris disseram que o mandato da OMS, que inclui evitar surtos em todo o mundo e ajudar governos a enfrentá-los, não se apoia em fontes financeiras e poderes legais suficientes.

“Não somente durante a pandemia atual, ficou claro que a OMS carece em parte das habilidades para cumprir este mandato”, disse o documento visto pela Reuters.

Referindo-se às contribuições dos países-membros com base em seu Produto Interno Bruto (PIB), um diplomata ocidental em Genebra disse: “O ponto central é a disparidade entre o mandato e o financiamento da OMS. É muito pró-OMS, deveria ter mais dinheiro e (eles estão) pedindo um aumento de contribuições estimadas.”

Washington e Pequim

França e Alemanha estão buscando um consenso “de Washington a Pequim” para o documento, disse uma fonte inteirada das conversas.

A medida mostra o grande interesse dos dois países em uma reforma visando fortalecer a OMS, apesar de tratativas sobre o tema com os Estados Unidos terem fracassado no início de agosto no âmbito do G7 por causa de discordâncias a respeito da reforma.

França e Alemanha, cujos ministros da Saúde prometeram fundos novos depois de conversarem com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em junho, não ocultaram suas críticas à entidade.

Mas sua abordagem é muito diferente daquela do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que cortou fundos, anunciou sua desfiliação a partir de julho de 2021 e acusou Tedros de ser um fantoche da China.

O plano de reforma franco-germânico se concentra no fortalecimento da OMS, em parte para habilitá-la a ser mais crítica em relação a seus membros se estes não cumprirem regras globais de transparência ao relatarem questões relacionadas a saúde e doenças.

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