Alfredinho, do Bip Bip, vira testemunha do que não viu

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Publicado segunda-feira, 19 de março de 2018 as 17:22, por: CdB

“O agente da PRF, depois de sair do bar, voltou armado e ameaçando as pessoas, alegando que foi empurrado”, relata o advogado.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Dono do festejado e ecumênico bar BipBip, em Copacabana, Zona Sul da Cidade, Alfredo Jacinto Melo, o Alfredinho, de 74 anos, foi “conduzido” para a 14ª Delegacia de Polícia (DP), durante confusão criada por um policial rodoviário de folga “que criticou homenagem à Marielle Franco, durante o samba que acontecia em seu estabelecimento”. O relato está na página do advogado Rodrigo Mondego, no Facebook.

Alfredinho, dono do BipBip, foi levado à delegacia
Alfredinho, dono do BipBip, foi levado à delegacia

“O agente da PRF, depois de sair do bar, voltou armado e ameaçando as pessoas, alegando que foi empurrado ao sair por alguém que ele não sabe quem. A PM foi chamada, uma tenente tentou mediar a situação com o policial rodoviário, que foi intransigente e aos gritos disse que queria “conduzir” o Alfredinho para a delegacia”, relata.

Segundo Mondego, “foi chamado um carro da Policia Rodoviária Federal com quatro policiais da PRF armados com fuzis, para acompanhar uma briga de bar de um colega deles de folga, fugindo totalmente da sua função institucional”.

Mondego, que estava no local, relatou que, naquele momento, passava da 1h da madrugada. “E temos um senhor de 74 anos, um dos donos de bar mais conhecido do Rio de Janeiro, detido sem ser acusado de nada; simplesmente por fazer uma homenagem a uma vereadora assassinada. O delegado vai ouvir as parte e provavelmente o Alfredinho será liberado assim que prestar depoimento”.

Abuso

No inicio da manhã desta segunda-feira, segundo Mondego, “Afredinho foi liberado”.

“O delegado não quis me receber na condição de advogado. Apenas colocou o agente da PRF como vítima de lesão corporal. E o Afredinho, como testemunha (de algo que ele não viu). Sim, é isso, o Alfredinho foi arbitrariamente conduzido para a delegacia para ser testemunha de algo que ele não viu. Esse, a priori, é o entendimento dos órgãos de Estado do RJ”, acrescentou.

“Se a gente vivesse em um Estado de Direitos; o dono do Bip Bip teria sido vítima de crime de ameaça e abuso de autoridade”, concluiu.

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