Aliança PT-PSB, ganhos e perdas de uma resolução necessária

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Publicado quinta-feira, 2 de agosto de 2018 as 15:12, por: CdB

Marília Arraes, do PT e Márcio Lacerda, do PSB, estão hoje na mesma posição de Vladimir Palmeira em 1998.

 

Por Val Carvalho – do Rio de Janeiro

 

Toda aliança pressupõe ganhos políticos e eleitorais, mas também perdas para ambos os lados. Nunca vi uma aliança nacional ser tranquila e não provocar rebeliões locais. Uma aliança deste tipo se faz por necessidade e não por opção.

Marilia Arraes perdeu o posto de candidata no acordo com o PSB
Marilia Arraes perdeu o posto de candidata no acordo com o PSB

Ela prioriza a floresta e não árvores isoladas. Qual o petista que não se lembra do episódio da aliança Lula-Brizola que levou ao sacrifício da candidatura de governador de Vladimir Palmeira no Rio de Janeiro?

Marília Arraes, do PT e Márcio Lacerda, do PSB, estão hoje na mesma posição de Vladimir Palmeira em 1998.

Mesmo modo

A posição d’O Globo, por si só, já sinaliza o acerto de nossa Resolução. Ao dizer que o “PT é uma máquina de moer aliados” o Globo certamente está se referindo a Ciro, que de repente virou o seu “queridinho”.

Isso mostra que o principal veículo da direita nunca perde de vista o centro do interesse político do campo reacionário: derrotar definitivamente Lula e o PT.

De nossa parte agimos do mesmo modo. Apoiar Lula é a prioridade absoluta do PT e uma necessidade para o campo democrático e popular. Entendemos essa prioridade como o centro da tática contra o estado de exceção imposto ao país pelo golpe de 2016. Isto não tem nada a ver com Ciro, mas com a unidade das esquerdas e das forças democráticas em geral.

Nordeste

Com todo o respeito ao seu direito de ser candidato, nesse processo de luta contra o golpe, isoladamente, Ciro é um ponto fora da curva da resistência popular e democrática.

Mesmo considerando o tipo não orgânico dessa aliança nacional, na qual o PSB fica neutro, mas se alia conosco em vários Estados, seu resultado pode ser previsto como positivo. Fecha o Nordeste com Lula, fortalece nossa posição no estratégico estado de Minas Gerais e garante a unidade histórica das esquerdas: PT-PCdoB-PSB.

Aparentemente isolado em sua cela, Lula está na liderança absoluta de todas as pesquisas e por isso comanda a tática do xadrez político contra o golpe. Como se diz, Lula é a combinação de Maquiavel com Corisco, aquele que não se entrega.

Val Carvalho é articulista do Correio do Brasil.

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