Alibaba irá investir US$ 28 bilhões em serviços de nuvem após coronavírus elevar demanda

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Publicado segunda-feira, 20 de abril de 2020 as 13:04, por: CdB

A Alibaba disse que investirá 200 bilhões de iuans (US$ 28 bilhões) em sua infraestrutura de computação em nuvem ao longo de três anos, após um boom na demanda na China por softwares de negócios em meio à pandemia.

Por Redação, com Reuters – de Xangai

A Alibaba disse que investirá 200 bilhões de iuans (US$ 28 bilhões) em sua infraestrutura de computação em nuvem ao longo de três anos, após um boom na demanda na China por softwares de negócios em meio à pandemia de coronavírus.

Sede do grupo Alibaba em Hangzhou, província de Zhejiang, na China
Sede do grupo Alibaba em Hangzhou, província de Zhejiang, na China

A empresa afirmou que investirá os recursos para desenvolver semicondutores e sistemas operacionais, e montar infraestrutura de data center.

Funcionários trabalhado de casa

Além de a maioria dos funcionários de escritório da China ter trabalhado de casa em fevereiro, a empresa que domina o setor de nuvem no país viu disparar o uso de seus softwares, principalmente o DingTalk, aplicativo de bate-papo usado por empresas e escolas.

Os usuários se queixaram de atrasos no aplicativo devido ao alto volume de atividade. A empresa reconheceu os problemas no Weibo, o site de rede social chinês.

Alibaba Cloud Intelligence

O presidente da Alibaba Cloud Intelligence, Jeff Zhang, disse em comunicado que a pandemia do covid-19 “colocou um estresse adicional na economia geral entre os setores” e a empresa espera que o investimento ajude as empresas a “acelerar o processo de recuperação”.

A divisão de nuvem do Alibaba é um dos negócios que mais cresce. A receita do quarto trimestre subiu 62%, para 10,7 bilhões de iuans, a primeira vez que alcançou 10 bilhões de iuans em um trimestre.

A gigante da tecnologia tinha 46,4% do mercado de nuvem da China no quarto trimestre, segundo a empresa de pesquisa Canalys. Tencent Cloud e Baidu Cloud, que também viram a demanda por seus produtos crescer, tinham 18% e 8,8% do mercado, respectivamente.

Vendas de iPhone

O Goldman Sachs afirmou na última sexta-feira que espera uma queda de 36% nas vendas de iPhones durante o atual trimestre por causa da pandemia de coronavírus e cortou a recomendação para as ações da Apple para “vender”.

As ações da Apple caíam 2% na sexta-feira às 14h16 (horário de Brasília) ante alta de 1,75% do S&P 500.

Analistas do Goldman também reduziram preço-alvo da ação da Apple em 7%, segundo relatório que traz a previsão de vendas de iPhones no atual trimestre que se encerra em junho e que corresponde ao terceiro trimestre fiscal para a companhia.

O Goldman citou que o preço médio de venda de aparelhos eletrônicos de consumo provavelmente vai cair durante a esperada recessão que será disparada pela pandemia.

“Não assumimos que esta recessão fará a Apple perder usuários em relação à base instalada. Apenas assumimos que os atuais usuários vão manter seus aparelhos por mais tempo antes de trocá-los por versões mais novas e que escolherão modelos mais baratos da Apple quando forem comprar novos”, disseram os analistas do Goldman Sachs no relatório.

Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel, que detém ações da Apple na carteira, afirmou esperar queda significativa nas vendas de iPhones, mas 36% parece ser “extremo”.

– Eu considero parte disso como uma demanda retardada…Acho que parte (dos consumidores) vai voltar em trimestres melhores – disse Tuz.

Uma recomendação do Goldman para “venda” é relativamente rara. Das ações no universo de cobertura global do banco de investimento, 15% possuem recomendações de venda e 46% possuem indicações de compra e 39% se referem a manutenção.

Dos 40 analistas que acompanham a Apple, 30 têm recomendação de compra das ações da empresa, 7 indicam manutenção e 3 dizem que o melhor é vender, segundo dados da Refinitiv.

A Apple lançou nesta semana uma versão do iPhone com preço de US$ 399, reduzindo o preço inicial da linha para ampliar o público potencial a ser atingido pelo aparelho.

O Goldman

O Goldman disse não esperar que a Apple lance novos iPhones até o início de novembro, uma vez que as limitações de viagens impostas por medidas de quarentena restringem a movimentação de engenheiros da empresa que acompanham o processo de produção.

Desde que o índice S&P 500 atingiu recorde em 19 de fevereiro, as ações da Apple acumulam queda de cerca de 13% ante declínio de 16% do indicador.