Amapá entra no quarto dia de apagão, capital decreta estado de calamidade

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Publicado sexta-feira, 6 de novembro de 2020 as 13:53, por: CdB

O Amapá entrou no quarto dia de apagão, nesta sexta-feira. De 16 municípios do estado, 13 estão sem eletricidade, o que atinge 89% da população. A capital Macapá decretou estado de calamidade pública por 30 dias e abriu exceções sobre a restrição a atividades econômicas em função da prevenção da covid-19.

Por Redação, com RBA e ABr – de Brasília

O Amapá entrou no quarto dia de apagão, nesta sexta-feira. De 16 municípios do estado, 13 estão sem eletricidade, o que atinge 89% da população. A capital Macapá decretou estado de calamidade pública por 30 dias e abriu exceções sobre a restrição a atividades econômicas em função da prevenção da covid-19.

Macapá decretou estado de calamidade pública por 30 dias
Macapá decretou estado de calamidade pública por 30 dias

A falta de energia elétrica é motivada por um incêndio, na noite da terça-feira, na subestação localizada na Zona Norte de Macapá. Mesmo com o início do trabalho de reparo no local, ainda não houve restabelecimento do serviço, que passa por testes.

De acordo com o portal G1, os postos de combustíveis, que usam geradores para obter energia, estão com filas enormes. Eles foram autorizados a ficarem abertos por 24 horas. As filas também são registradas em supermercados e em locais de revenda de água, principalmente na capital.

A falha afeta o funcionamento das redes de telefonia fixa, móvel e de Internet, que atuam de maneira limitada. Os hospitais e o sistema de tratamento de esgoto utilizam geradores. Além disso, para recarregarem os celulares e contatar outras pessoas, os macapaenses têm buscado alternativas para utilizar eletricidade e foram aos shoppings e ao aeroporto, que também possuem geradores.

Governo federal

O Gabinete de Crise do governo federal deve lançar três planos para reverter o apagão no Amapá. Entre as propostas, está a recuperação de um dos transformadores queimados e que pode restabelecer cerca de 70% da energia do Amapá.

No encontro emergencial realizado na quinta-feira, estiveram presentes o governador do estado Waldez Góes (PDT), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, secretários estaduais, que compõem o comitê de crise do estado, como as pastas de Segurança e Saúde, Defesa Civil, e a gestão da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Em coletiva de imprensa, Albuquerque informou que os três transformadores da subestação que pegou fogo ficaram comprometidos e que não houve a possibilidade de remanejamento, substituição ou reaproveitamento de peças. Segundo ele, a recuperação de uma das máquinas deve demorar até o fim desta sexta-feira.

Enquanto o Amapá vive uma crise, o presidente Jair Bolsonaro acompanha, nesta sexta-feira, outra “pauta prioritária”. O líder do Executivo viajou para o Sul do país para acompanhar a formatura de 600 novos policias rodoviários federais em Santa Catarina, além de uma inauguração de uma pequena central hidrelétrica, no Paraná.

Leilão de concessão da iluminação pública

O consórcio Luz de Belém II venceu, nesta sexta-feira, o leilão de concessão dos serviços de iluminação pública de Belém (PA). Segundo a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, o consórcio ofereceu um deságio de 65,51% em relação aos valores base do contrato. Participaram do leilão, oito concorrentes.

A concessão prevê a manutenção de 90 mil pontos de iluminação pública, com a modernização do sistema e instalação de lâmpadas de Led. O valor base estimado do contrato era de R$ 458,5 milhões, a partir de uma remuneração máxima mensal para a concessionária de cerca de R$ 3,3 milhões. A concessão tem validade de 13 anos, período em que devem ser investidos R$ 161 milhões em melhorias do sistema.

Sapucaia do Sul

Também foram leiloados os serviços de iluminação pública em Sapucaia do Sul (RS). De acordo com a Secretaria do PPI, o consórcio Ilumina Sapucaia venceu a concorrência oferecendo um deságio de 51,07%. O valor inicial estimado para o contrato era de R$ 62,5 milhões, calculados a partir das remunerações máximas que poderiam ser pagas à concessionária.

A concessão também tem validade de 13 anos e prevê a manutenção e modernização de 13 mil pontos de iluminação pública, com lâmpadas de Led e outras tecnologias que reduzam o consumo e aumentem a eficiência do sistema.