Amapá volta a ficar sem energia elétrica

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Publicado quarta-feira, 18 de novembro de 2020 as 11:23, por: CdB

O Amapá voltou a ficar sem energia elétrica na noite de terça-feira, quando o Estado da Região Norte sequer havia se recuperado totalmente de um blecaute iniciado em 3 de novembro que chegou a cortar 90% da carga local.

Por Redação, com Reuters  e ABr – de Brasília

O Amapá voltou a ficar sem energia elétrica na noite de terça-feira, quando o Estado da Região Norte sequer havia se recuperado totalmente de um blecaute iniciado em 3 de novembro que chegou a cortar 90% da carga local.

Torres de energia nos arredores de Brasília
Torres de energia nos arredores de Brasília

O novo incidente, no entanto, não teve a mesma origem que o anterior, iniciado após incêndio em um transformador de uma subestação, disseram o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e as elétricas que atuam na região. O governo federal afirmou que houve “instabilidade” na rede.

A instabilidade no sistema elétrico do Amapá fez com que o fornecimento energético se desligasse, interrompendo o abastecimento para 13 das 16 cidades amapaenses por três vezes na noite de terça-feira. A informação sobre o novo blecaute que atingiu a capital, Macapá, foi dada pelo Ministério de Minas e Energia, na manhã desta quarta-feira.

Segundo a pasta, o serviço foi interrompido às 20h27, após o repentino desligamento automático do transformador da subestação de Macapá e da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, localizada na cidade de Ferreira Gomes (AP). A subestação é operada pela empresa privada Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), pertencente ao grupo Gemini Energy. Já a usina é explorada pela Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte), uma subsidiária da estatal Eletrobras.

O Ministério de Minas e Energia disse que “o sistema elétrico apresentou instabilidade e as causas estão sendo investigadas”, acrescentando que a luz estava sendo retomada “gradualmente”.

A distribuidora de energia CEA, que é responsável pelo serviço no Estado e controlada pelo governo estadual, disse em nota no final da noite que trabalhava para recomposição do sistema em 13 municípios depois da interrupção.

“Após o restabelecimento, a companhia já inseriu no sistema 97 megawatts de carga, que corresponde à metade da energia que estava anteriormente disponível”, afirmou.

Segundo a estatal Eletronorte, da Eletrobras, ocorreu um desligamento da hidrelétrica Coaracy Nunes, “em decorrência de evento externo à usina, provavelmente no sistema de distribuição de energia elétrica”.

A companhia disse que seus técnicos restabeleceram a operação da usina enquanto o fornecimento de energia era recomposto gradualmente pela CEA e pelo ONS.

“A Eletronorte esclarece ainda que não é a proprietária do sistema de distribuição ou transmissão de energia do Estado do Amapá”, acrescentou.

Concessionária responsável

A concessionária responsável por um linhão de transmissão que liga o Amapá ao sistema elétrico interligado do Brasil e pela subestação onde um incêndio gerou o primeiro blecaute disse que o incidente não teve origem em suas instalações.

“Não há nenhum problema no transformador da subestação LMTE, que segue disponível desde a reenergização em 7/11, e vem operando com alta performance”, afirmou a Linhas do Macapá Transmissora de Energia, da Gemini Energy.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, cerca de 80% do suprimento no Amapá havia sido recuperado até o novo desligamento. O fornecimento ocorria em modelo de rodízio, de acordo com o governo estadual.

A Justiça Federal do Amapá deu em 13 de novembro um prazo adicional de sete dias para restabelecimento da energia no Estado. O juiz também determinou que a União viabilize em dez dias o pagamento de auxílio emergencial de 600 reais, por dois meses, especificamente às famílias carentes residentes nos 13 municípios atingidos pelo apagão.