Amazon pede que Justiça norte-americana interrompa trabalho da Microsoft em contrato com Pentágono

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Publicado quinta-feira, 23 de janeiro de 2020 as 11:11, por: CdB

O processo de aquisição foi adiado por reclamações legais e alegações de conflito de interesses. Mais recentemente, a Amazon culpou o presidente dos EUA, Donald Trump, de preconceito contra a empresa.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Davos/Londres

A Amazon informou na quarta-feira que entrou com uma petição na Justiça para impedir que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a Microsoft deem continuidade a um acordo de computação em nuvem de até US$ 10 bilhões até que um tribunal decida sobre um protesto da empresa em relação ao contrato.

Amazon pede que Justiça dos EUA interrompa trabalho da Microsoft em contrato com Pentágono
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A Amazon, originalmente considerada a favorita para obter o acordo, havia indicado na semana passada que entraria com uma ordem de restrição temporária para exigir que o Pentágono e a Microsoft adiassem as atividades iniciais do contrato.

Conhecido como Jedi (Nuvem de Infraestrutura de Defesa da Empresa Conjunta), o contrato visa proporcionar aos militares melhor acesso a dados e tecnologia a partir de locais remotos.

Em um comunicado, a Amazon Web Services, divisão de nuvem da Amazon, disse: “É prática comum manter o desempenho do contrato enquanto um protesto está pendente, e é importante que sejam revistos os inúmeros erros de avaliação e a interferência política flagrante que impactaram a decisão do prêmio Jedi”.

O processo

O processo de aquisição foi adiado por reclamações legais e alegações de conflito de interesses. Mais recentemente, a Amazon culpou o presidente dos EUA, Donald Trump, de preconceito contra a empresa e por pressionar indevidamente o Pentágono.

O secretário de Defesa, Mark Esper, rejeitou a acusação e disse que o Pentágono fez sua escolha de maneira justa e livre, sem influência externa.

Impostos digitais

O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, disse nesta quinta-feira que a França chegou a um acordo com os Estados Unidos sobre as bases para negociações futuras de um imposto digital global, no nível da OCDE.

– Tivemos longas conversas esta manhã com o secretário do Tesouro dos EUA e o secretário-geral da OCDE, e estou feliz em anunciar que encontramos um acordo entre a França e os Estados Unidos, fornecendo a base para o trabalho na tributação digital na OCDE – disse Le Maire no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.

– É uma boa notícia, porque isso reduz o risco de sanções norte-americanas e abre a perspectiva de uma solução internacional para a tributação digital – acrescentou.

Reino Unido

O Reino Unido quer um acordo comercial com os Estados Unidos mas vai adotar um imposto de serviços digitais sobre as receitas de empresas como Google, Facebook e Amazon, afirmou nesta quinta-feira a ministra dos Negócios britânica, Andrea Andreassom.

– Os Estados Unidos e o Reino Unido estão comprometidos em entrar em um acordo comercial e temos um relacionamento muito forte que remonta a séculos. Portanto, algumas das divergências que possamos ter sobre questões específicas não prejudicam de maneira alguma o excelente, forte e profundo relacionamento entre os EUA e o Reino Unido – disse Leadsom à Talk Radio.

– Sempre há negociações e conversas difíceis, mas acho que, no que diz respeito ao imposto sobre tecnologia, é absolutamente vital que essas grandes multinacionais que estão gerando quantias incríveis de receita e lucro sejam tributadas, e o que queremos fazer é trabalhar internacionalmente com o resto do mundo para cobrir isso com um regime adequado que garanta que elas estejam pagando sua parte justa.

Segundo o plano britânico, as empresas de tecnologia que gerarem pelo menos 500 milhões de libras (US$ 657 milhões) por ano em receita global pagarão uma taxa de 2% do dinheiro que ganham dos usuários do Reino Unido a partir de abril de 2020.

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