Amazon remove enfeites de Natal referentes a Auschwitz

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Publicado segunda-feira, 2 de dezembro de 2019 as 11:07, por: CdB

Empresa de comércio online foi duramente criticada por permitir a venda de produtos com imagens do antigo campo de concentração nazista na Polônia. Museu de Auschwitz descreveu a ação como “perturbadora e desrespeitosa”.

Por Redação, com DW e Reuters – de Varsóvia/Nova York

Em meio a uma enxurrada de críticas, a gigante do comércio online Amazon removeu de sua página objetos com imagens do antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, que estavam sendo vendidos como lembranças natalinas por uma loja dentro do site.

Localizado no sul da Polônia, Auschwitz foi o maior campo de extermínio nazista
Localizado no sul da Polônia, Auschwitz foi o maior campo de extermínio nazista

Abridores de garrafa, mouse pads e enfeites para árvores de Natal eram comercializados como “lembranças de viagens”, junto a peças decorativas de cidades e monumentos de todo o mundo.

Em um post no Twitter, o Museu de Auschwitz criticou duramente a venda de produtos alusivos ao maior campo de concentração utilizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Auschwitz em um abridor de garrafas é bastante perturbador e desrespeitoso”, publicou o museu no domingo, pedindo que a gigante do varejo online removesse os itens.

Centenas de usuários reagiram à postagem e também pediram a remoção dos produtos, inclusive entrando diretamente em contato com a Amazon.

Um porta-voz da companhia disse à agência alemã de notícias Deutsche Welle (DW) que os itens foram retirados do site. “Todos os vendedores devem seguir nossas diretrizes de venda, e aqueles que não o fizerem estarão sujeitos à ação, incluindo a possível remoção de sua conta. Os produtos em questão foram removidos”, declarou.

Apesar de os objetos terem sido retirados do ar, a loja do vendedor permaneceu aberta.

Usuários de mídias

No início deste ano, a Amazon já havia enfrentado reações negativas na internet por vender tapetes e sapatos com imagens de deuses hindus. Milhares de usuários de mídias sociais pediram, principalmente na Índia, boicote ao site de compras.

O Museu de Auschwitz utiliza regularmente as redes sociais para chamar atenção para as atrocidades cometidas pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial e também para recordar vítimas do Holocausto.

Localizado no sul da Polônia, Auschwitz foi o maior campo de extermínio nazista. Ao menos 1 milhão de pessoas, a maioria judeus, morreram no local entre 1940 e 1945, até a libertação dos prisioneiros restantes por tropas soviéticas.

O museu também usou as mídias sociais para reforçar a questão do comportamento de alguns visitantes no memorial, principalmente turistas que fazem pose para fotografias nos trilhos dos trens que levam ao interior do campo.

Amazon Web Services

A unidade de computação em nuvem da Amazon desenvolveu uma segunda geração mais poderosa de chips de processadores de centros de dados, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à agência inglesa de notícias Reuters, no mais recente sinal de que a empresa está gastando muito dinheiro nos negócios que mais crescem.

O novo chip da Amazon Web Services usa tecnologia da Arm Holdings, do Softbank Group, disseram as fontes. Uma das fontes familiarizadas com o assunto disse que o produto será pelo menos 20% mais rápido que o primeiro chip da Amazon, chamado Graviton, lançado no ano passado como uma opção de baixo custo para tarefas de computação mais fáceis.

Se os esforços de chips da Amazon Web Services forem bem-sucedidos, isso poderá diminuir a dependência da empresa da Intel e da AMD para chips de servidores.

Um porta-voz da Amazon se recusou a comentar sobre futuros produtos ou serviços. A Arm se recusou a comentar.

Na computação em nuvem, as empresas alugam servidores da Amazon em vez de administrar seus próprios centro de dados. Analistas esperam que a unidade de nuvem da Amazon gere US$ 34,9 bilhões em vendas em 2019, segundo dados da Refinitiv.

A computação em nuvem tornou-se um grande negócio para os fabricantes de chips usados em centro de dados. A Intel controla mais de 90% do mercado de processadores para servidores, com a AMD controlando a maior parte do restante. O grupo de centros de dados da Intel gerou quase metade do lucro operacional geral da empresa no ano passado.

E a maioria dos chips de servidores vai para a nuvem. Em 2018, quase 65% das vendas de chips de centros de dados da Intel foram de provedores de serviços de nuvem e comunicações, disseram seus executivos.

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