Ambiente tóxico no exterior derruba bolsas e dólar também cai no mundo

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Publicado terça-feira, 7 de janeiro de 2020 as 15:37, por: CdB

A equipe da Ágora Investimentos destacou em nota a clientes que, após alguns dias de maior tensão nas bolsas internacionais, a terça-feira começou com uma atmosfera mais calma no exterior, sem novos desdobramentos, por ora, relacionados à crise EUA-Irã.

 

Por Redação – de São Paulo

 

A bolsa paulista engatava nova sessão com viés negativo nesta terça-feira, tendo bancos e Petrobras entre as maiores pressões de baixa do Ibovespa, em meio a um ambiente ainda volátil no exterior, enquanto Marfrig era destaque de alta. Às 11h36, o Ibovespa caía 0,46 %, a 116.339,92 pontos. O volume financeiro somava R$ 3,112 bilhões.

O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina
O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina

A equipe da Ágora Investimentos destacou em nota a clientes que, após alguns dias de maior tensão nas bolsas internacionais, a terça-feira começou com uma atmosfera mais calma no exterior, sem novos desdobramentos, por ora, relacionados à crise EUA-Irã.

— As notícias sobre o tema, no entanto, devem ser acompanhadas de perto — ponderou.

Clientes

Wall Street iniciava os negócios desta sessão com variações moderadas, diante da ausência de nova escalada na tensão entre os Estados Unidos e o Irã, após ataque norte-americano matar comandante iraniano.

Na visão da equipe da Elite Investimentos, o Ibovespa deve ser influenciado em grande parte pela conjuntura internacional, dado o recesso parlamentar e a agenda fraca de indicadores no Brasil, conforme nota a clientes.

Contrato

O dólar, por sua vez, operava em queda ante o real nos primeiros negócios desta terça-feira, depois de subir por três pregões consecutivos, à medida que a falta de sinais de intensificação nas tensões entre Estados Unidos e Irã acalmava os investidores.

Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, disse que o movimento desta terça-feira reflete um mercado que tem “a mania de ficar em posição vendida” ao aguardar retornos de capital que saíram nos últimos trimestres. Isso mais baixa liquidez no início do ano — com alguns investidores ainda de férias — e um cenário externo tenso causa a alta do dólar.

— Um dólar abaixo de 4,10 é fictício, não retrata a realidade. Tem que se pensar em uma moeda (real) desvalorizada, que ainda é a realidade de um país que está caminhando para retomar o crescimento — acrescentou.

Emergentes

Às 10h33, o dólar avançava 0,55%, a R$ 4,0865 na venda. Depois de tocar R$ 4,0557 na mínima do dia, o dólar chegou a 4,0895 reais na máxima da sessão. O dólar interbancário fechou a sessão anterior em alta de 0,22%, a R$ 4,0643 na venda. Nesta terça-feira, o contrato mais negociado de dólar futuro ganhava 0,53%, a R$ 4,089.

No exterior, o índice do dólar ganhava força contra as principais moedas, subindo 0,16%. A moeda norte-americana registrava alta contra os principais pares emergentes do real, como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca.

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