Ameaças de Biden contra Rússia terão consequências ‘desastrosas’ para EUA, diz publicação

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Publicado segunda-feira, 3 de maio de 2021 as 10:05, por: CdB

 

As recentes declarações hostis do presidente dos EUA, Joe Biden, contra a Rússia estimulam Moscou e Pequim a estabelecer aliança que acabaria sendo desastrosa para Washington, escreve The National Interest.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

As recentes declarações hostis do presidente dos EUA, Joe Biden, contra a Rússia estimulam Moscou e Pequim a estabelecer aliança que acabaria sendo desastrosa para Washington, escreve The National Interest.

Presidente dos EUA, Joe Biden

Durante discurso ao Congresso dos EUA no último dia 28, Joe Biden comentou inúmeras vezes a relação de Washington com Moscou, chegando a declarar que não busca aumentar tensões e a advertir Moscou das “consequências” em caso de conflito.

– Com relação à Rússia, deixei bem claro ao presidente (Vladimir)Putin que, embora não busquemos uma escalada (de tensões), suas ações têm consequências – disse Biden.

Por outro lado, Joe Biden observou que ambos os países poderiam cooperar em áreas de interesse comum.

O autor do artigo Mark Episkopos, especialista em segurança nacional, afirmou que, com estas declarações, o líder dos EUA deu o “último aviso” ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Edição destaca que, em caso de agravamento das relações, Estados Unidos vão ter de “lutar em duas frentes”: com a Rússia e com a China ao mesmo tempo.

Política de confronto de valores

“À medida que a administração Biden se prepara para uma política de confronto de valores com Moscou e Pequim, Washington não pode dar-se ao luxo de perder de vista os riscos geopolíticos subjacentes ao triângulo estratégico EUA-China-Rússia”, aponta jornalista.

No final de abril, Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou em relação às sanções norte-americanas contra a Rússia que o gigante asiático é totalmente contra a aplicação de medidas restritivas unilaterais, e valorizou a relação entre Pequim e Moscou.

Wang também assegurou que a China e a Rússia “se apoiarão mutuamente” em todos os assuntos relacionados à proteção da soberania nacional.