Após ameaças, deputada federal do Rio pede proteção à ONU

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Publicado quarta-feira, 30 de setembro de 2020 as 13:37, por: CdB

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) enviou no dia 22 de setembro uma carta solicitando ajuda às Nações Unidas, para que a organização cobre explicações do governo brasileiro, depois que ela foi alvo de ameaças de morte.

Por Redação, com Sputnik – do Rio de Janeiro

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) enviou no dia 22 de setembro uma carta solicitando ajuda às Nações Unidas, para que a organização cobre explicações do governo brasileiro, depois que ela foi alvo de ameaças de morte.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ)
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ)

– Como se as ameaças anteriores à minha vida não fossem suficientes, alguns dias após o nascimento de minha filha, recebi novas ameaças. Em junho de 2020, a linha telefônica ‘Disque Denúncia’ da Polícia do Rio de Janeiro noticiou à Câmara dos Deputados que havia mais de cinco gravações de pessoas falando sobre a minha morte – declarou Talíria à coluna do jornalista Jamil Chade, do portal Uol, nesta quarta-feira.

A parlamentar endereçou sua denúncia às relatoras da ONU Agnes Callamard (execuções sumárias), E. Tendayi (racismo), e Mary Lawlor (situação de defensores de direitos humanos) e pediu que a entidade cobre explicações do Estado brasileiro não somente sobre seu caso, mas também sobre o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Além disso, Talíria quer que o governo apresente um plano para proteger as mulheres por conta da violência política.

– Somos o país que mais mata defensores e defensoras de direitos humanos no mundo e, sem dúvida, a violência política é uma expressão do tamanho da fragilidade da democracia brasileira – disse a parlamentar.

ONU

Caso as relatoras das Nações Unidas aceitem a denúncia, ela se transformará numa cobrança formal ao governo brasileiro, cujo objetivo é, primeiramente, forçar as autoridades a agir, ou pelo menos gerar um constrangimento internacional que, consequentemente, proporcione maior proteção à deputada.

– Tenho recebido ameaças contra minha vida desde minha primeira eleição em 2016 para a Câmara Municipal de Niterói, no estado do Rio de Janeiro”. “No início, não percebi como este tipo de intimidação poderia ser grave. Entretanto, após o assassinato de minha companheira e amiga Marielle Franco, eleita no mesmo ano, percebi o perigo real – revelou Talíria a Jamil Chade.

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