Analistas preveem que EUA estejam perto de gerar hiperinflação mundial

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Publicado quarta-feira, 21 de novembro de 2018 as 16:24, por: CdB

Alguns economistas em Washington acreditam que o calote dos EUA é impossível, porque o governo, teoricamente, pode imprimir a quantidade de dólares necessária para amortizar suas dívidas.

 

Por Redação, com Sputnik – de Washington

 

A política norte-americana de guerras “não declaradas” e “ilegais” tende a causar graves consequências para os EUA e para todo o mundo. Para evitar seu próprio colapso, Washington deve rever seus interesses nacionais, opinou o analista norte-americano Hunter Derensis em artigo para o portal norte-americano American Conservative.

Em tese, os EUA podem imprimir dólares suficientes para cobrir o serviço da dívida
Em tese, os EUA podem imprimir dólares suficientes para cobrir o serviço da dívida, mas o risco da hiperinflação mundial passa a ser mais previsível

Derensis sublinhou que o déficit orçamentário do governo federal dos EUA já superou US$ 800 bilhões (R$ 3 trilhões), enquanto a dívida nacional se aproxima de US$ 22 trilhões (R$ 80 trilhões), que é a maior dívida pública de toda a história da humanidade.

Mesmo levando em conta que no mundo há muitos países com um volume de dívida em relação ao seu PIB maior que o dos EUA (por exemplo, o Japão, cujo endividamento atinge quase 240% de seu PIB), a crise nos EUA é inevitável, considera o autor do artigo.

Colapso global

Alguns economistas em Washington acreditam que o calote dos EUA é impossível, porque o governo, teoricamente, pode imprimir a quantidade de dólares necessária para amortizar suas dívidas. Entretanto, a hiperinflação causada pela impressão incontrolável de moeda dos EUA levaria à desvalorização total do dólar e ao colapso da economia global.

Quando o mundo deixar de confiar na capacidade dos EUA de pagar suas dívidas ou quando as taxas de juro se tornarem demasiado altas, os EUA seriam forçados a cortar seu orçamento e, como resultado, o “império” norte-americano tende a colapsar, afirmou o analista.

Segundo os neoconservadores norte-americanos, sem os EUA, o poder sobre o mundo seria assumido por forças sinistras. No entanto, para o analista, nada melhor atará as mãos dos militares do que a crise da dívida.

Visão estratégica

“Se isso (a crise da dívida norte-americana) acontecer, será provocada, em parte, pelos neoconservadores que pregam uma guerra que vai custar trilhões de dólares para refazer a humanidade à nossa (dos EUA) imagem. A arrogância leva à queda”, escreveu o analista.

Para o autor, as guerras não declaradas dos EUA são ilegais, antinaturais e desestabilizadoras não apenas para os países estrangeiros, mas também para o sistema financeiro dos EUA.
Derensis insiste que os norte-americanos precisam reexaminar radicalmente seus ativos e obrigações estrangeiros.

A política externa dos EUA deve adotar uma visão estratégica limitada dos seus interesses nacionais. Entre as medidas necessárias, o analista nomeia o fechamento das bases militares norte-americanas na Alemanha e a retirada das tropas do Afeganistão.

“Aconteça o que acontecer, as tropas norte-americanas vão voltar para casa. Seria melhor que essa fosse uma decisão nossa e não dos cobradores da dívida”, concluiu Derensis.

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