Analistas vêem Selic a 4,75% e dólar a R$4,00 neste ano, aponta BC

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 10:42, por: CdB

Para 2020, a expectativa geral para a Selic permaneceu em 5%, mas o Top-5 cortou ainda mais a previsão, chegando a 4,50%, de 4,75% antes.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

A expectativa do mercado para a taxa básica de juros no final deste ano foi reduzida a 4,75%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, com o cenário para o dólar chegando a R$ 4. Já as estimativas de crescimento econômico permanecem em 0,87% em 2019 e em 2% para 2020.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A taxa Selic foi reduzida neste mês em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.

Com isso, a expectativa geral se alinha à do Top-5, grupo que reúne as instituições que mais acertam as previsões.

Ainda segundo a pesquisa Focus, para 2020, a expectativa geral para a Selic permaneceu em 5%, mas o Top-5 cortou ainda mais a previsão, chegando a 4,50%, de 4,75% antes.

Já as contas para o dólar aumentaram, com a estimativa para a moeda chegando a R$ 4 neste e a R$ 3,91 no próximo, de R$ 3,95 e R$ 3,90 respectivamente na semana anterior.

Prévia da inflação

O levantamento semanal ainda apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2019 é de 3,43% e para 2020 de 3,79%, ambos 0,01 ponto percentual a menos do que antes. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021 é 3,75% e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Economia estagnada

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permanecem em 0,87% em 2019 e em 2% para 2020.

Ainda de acordo com a pesquisa do Banco Central, o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa Selic, a finalidade do Conselho é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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