Anatel adia, de novo, edital sobre o 5G mas mantém Huawei no páreo

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Publicado segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021 as 16:14, por: CdB

A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao 4G e permite um consumo maior de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual.

Por Redação – de Brasília

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou, nesta segunda-feira, a aprovação da proposta de edital para o leilão de frequências do 5G – a telefonia e internet móvel de quinta geração. O presidente da agência, Leonardo Euler de Morais, pediu vista (mais tempo para análise) do processo e prometeu trazer o voto até o dia 24 de fevereiro. A expectativa é de que o leilão aconteça ainda no primeiro semestre de 2021.

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A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao 4G e permite um consumo maior de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual.

— Essa será a maior licitação de espectro da história do Brasil — destacou o relator, Carlos Baigorri.

Expectativa

A quinta geração de internet móvel trará um aumento significativo da velocidade das conexões, com a transmissão de gigabits em segundos. A nova tecnologia também possibilita a comunicação massiva e simultânea entre máquinas, possibilitando um grande avanço na produtividade na economia.

— Isso viabiliza a criação de casas e cidades inteligentes, além da ampliação do uso de aplicações de entretenimento e realidade aumentada. Com a baixa latência do 5G, a comunicação se dará em praticamente tempo real, com segurança, por exemplo, para carros autônomos e outras aplicações na indústria. A automação industrial e rural é um dos grandes apelos do 5G — acrescentou Baigorri.

Apesar de toda a polêmica envolvendo os conflitos entre o governo e a China, a Huawei, principal fornecedora da tecnologia 5G, a proposta de edital não proíbe a empresa de fornecer equipamentos às teles que disputarem o leilão. A vedação à companhia somente poderia ser concretizada por meio de decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro – o que, até o momento, não ocorreu.