Antifascistas bloqueiam passeata da ultradireita e paralisam o Centro de Londres

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Publicado sábado, 13 de outubro de 2018 as 16:48, por: CdB

Dezenas de policiais a cavalo e vestindo equipamento anti-motim tentaram controlar os grupos, tentando bloqueá-los com vans, enquanto se enfrentavam, neste sábado, pelas ruas de Londres.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Londres

 

Manifestantes antirracistas bloquearam a rota de uma marcha planejada pelo Centro da capital britânica pela Aliança Democrata dos Rapazes do Futebol, de ultradireita, (DFLA – na sigla em inglês a partir de Democratic Football Lads Alliance) deixando centenas de partidários do grupo de extremistas cercados no Pall Mall, enquanto a polícia formava uma barreira entre as multidões, durante a tarde deste sábado.

Manifestantes antifascistas bloquearam a marcha da ultradireita pelas ruas de Londres, o que deu início a um conflito generalizado
Manifestantes antifascistas bloquearam a marcha da ultradireita pelas ruas de Londres, o que deu início a um conflito generalizado

A marcha, que se dizia pacífica, de início, na saída da Park Lane, logo desceu à violência, com alguns dos apoiadores da DFLA tentando empurrar os policiais que acompanhavam a manifestação e lutando com os oficiais.

Um deles foi visto ameaçando um policial e gritando “eu vou te matar”, enquanto vários homens tiveram que ser impedidos por seus amigos de se juntarem aos confrontos, segundo um repórter da Press Association. Dezenas de policiais a cavalo e vestindo equipamento anti-motim tentaram controlar os grupos, tentando bloqueá-los com vans.

Ultradireita

Relatos nas mídias sociais também confirmavam que manifestantes antifascistas vestidos de preto tinham bloqueado a marcha do DFLA no Pall Mall. Outras fotos e vídeos apareceram para mostrar centenas de manifestantes já no ponto de encontro, em Whitehall

Alguns dos que participaram da marcha do DFLA, no entanto, eram ambivalentes sobre seus colegas manifestantes. Peter Mantell, 53, de Crayford, que se identificou para a reportagem do diário londrino The Guardian como um defensor do ex-líder da Liga de Defesa da Inglaterra, de extrema direita, Tommy Robinson, afirmou que não se sentia muito à vontade por ali.

— Eu detesto algumas das pessoas com quem estou andando. Muitos deles odeiam as pessoas por causa da cor da pele. Eu sou um esquerdista, mas acredito que devemos ter uma voz contra as pessoas que querem machucar todo mundo e causar danos — concluiu.

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